BGS 2017: produtor de Assassin’s Creed Origins dá detalhes sobre o jogo
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BGS 2017: produtor de Assassin’s Creed Origins dá detalhes sobre o jogo

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Ainda no primeiro dia da BGS 2017, tive a oportunidade de conversar com Bruno Guerin, diretor de conteúdo e produtor de Assassin’s Creed Origins. Como fã de longa data da série, a oportunidade foi perfeita para perguntar sobre tudo o que queria saber, indo desde a escolha do período histórico, a construção dos personagens e a mudança das mecânicas até as relações com a história dos games anteriores, entre alguns outros pontos.

O jogo vai se passar no Egito Antigo, em uma época em que acontecimentos correntes estão lentamente levando ao fim da linha da faraós e ao colapso da civilização egípcia – um cenário perfeito para contar a história da fundação da Irmandade dos Assassinos. Embora muito seja conhecido a respeito desse período, detalhes comprovados são escassos, então a Ubisoft teve que contratar historiadores especializados para fazer uma recriação o mais precisa possível.

Assassin's Creed Origins

No entanto, muitas lacunas acabaram sobrando mesmo assim, então Guerin ressalta que a equipe utilizou o próprio senso artístico para criar uma experiência divertida. Dessa forma, foi possível inserir a ficção envolvendo o protagonista, Bayek, em meio aos grandes eventos que levaram Cleópatra do exílio até o trono do Egito, e posteriormente até o seu icônico encontro com o imperador romano Júlio Cesar.

E o tempo presente?

Sendo um bom fã da franquia, eu aprecio bastante todo o aspecto histórico de cada Assassin’s Creed. No entanto, o ponto narrativo que realmente me faz querer saber o que cada novo jogo vai dizer é a forma como o tempo passado vai influenciar o enredo que vem sendo desenvolvido há anos na série, envolvendo o tempo presente, os legados da Primeira Civilização e a eterna batalha entre os Assassinos e os Templários, na forma da Abstergo.

AC Origins não é um reboot. Os eventos dos jogos anteriores ainda são verdade

Questionado sobre como esses aspectos serão retratados em Origins, Guerin ressaltou que o novo título não é um reboot da franquia, o que significa que tudo o que aconteceu nos jogos anteriores continua valendo como verdade. “Eu não posso comentar sobre o tempo presente ou a Primeira Civilização, mas nós sabemos que isso é essencial para os fãs da série. Nós lemos os comentários e vemos que eles comentam bastante sobre isso. Estamos atentos”, ressalta o produtor.

Tudo é permitido

“Durante os 4 anos de desenvolvimento, foi muito importante para nós redefinir o que significa jogar um título da série Assassin’s Creed, incluindo as fundações dos games e suas mecânicas principais”, afirma Guerin. Um exemplo nesse sentido foi a total reformulação da estrutura narrativa.

Assassin's Creed Origins

No passado, era obrigatório que você concluísse uma missão antes de passar para a próxima. “Agora, nós temos uma estrutura muito mais livre, o que significa que os jogadores podem entrar em qualquer quest que desejem, e aí conseguirão pausá-la quando quiserem, seguir para outra e só voltar depois para terminar a que começaram”, explica.

A ideia é dar liberdade para que você possa se entreter com conteúdos que tenham sentido na hora que quiser, do jeito que preferir. No entanto, há algumas limitações, já que a incorporação de elementos de RPG de ação faz o seu nível ter importância na hora de saber quais desafios encarar. “Quando você está de frente pra alguém que tem um level muito maior, você vai ter dificuldade. Eles provavelmente vão te destruir”, afirma o produtor.

Assassin's Creed Origins

Um mundo enorme e cheio de vida

Questionado sobre quais foram os principais desafios durante o desenvolvimento de Origins, Guerin afirmou que o novo Assassin’s Creed é o maior jogo que a Ubisoft já fez em termos de quantidade de conteúdo. “O tamanho do mapa é aproximadamente o mesmo de Black Flag, mas esse jogo dava mais espaço para exploração aquática. No nosso caso, realmente recriamos o país inteiro do Egito. Um grande desafio foi fazer um mundo tão grande funcionar como uma coisa só, como conectar todas as regiões”, revela.

“Para muitas pessoas, o Egito traz uma imagem mental do deserto e das pirâmides e é só isso, mas na verdade ele é muito mais, especialmente naquele período histórico. Há montanhas, o delta do Nilo, vegetação exótica, muita vida selvagem. Então um dos desafios foi preencher esse mundo com conteúdo significativo. Isso falando não só nas quests, mas também para adicionar vida própria ao país”.

Os NPCs vão ter vida própria e agir de acordo com uma agenda e com as próprias necessidades, e você vai poder tirar proveito disso

Os desenvolvedores trabalharam para refazer e aprimorar as estruturas de IA que controlam todos os personagens que aparecem no jogo. Cada NPC e animal ganhou sua própria rotina, então eles basicamente vão cuidar da própria vida e agir de acordo com suas necessidades, independentemente da presença ou ausência do jogador.

“Por exemplo, um soldado tem o papel de patrulhar uma estrada, defender um posto avançado ou coletar impostos, mas eventualmente também vai precisar descansar, dormir, comer, socializar e até ir ao banheiro. Essas são coisas que os jogadores podem observar e perceber, e aí usar esses momentos para tirar vantagem daquilo que a IA está fazendo. O mundo realmente vai estar vivo dessa forma”, explica

Assassin's Creed Origins

Bayek de Rívia

Progredir no novo AC significa não apenas avançar no enredo, mas também obter equipamentos mais poderosos, com seus próprios níveis e raridades. “Você pode atacar inimigos a partir de uma distância, com o arco, lanças e machados longos, ou então pode chegar bem perto e usar espadas, por exemplo. Você é quem vai definir que o Bayek é como Medjay na hora das lutas”, pontua Guerin.

Além disso, outra maneira importante de personalizar sua experiência é investir pontos nas árvores de habilidades do protagonista, o que permite que os jogadores determinem as formas como preferem jogar dentro e fora dos combates. Se você já jogou Witcher 3: Wild Hunt e está achando tudo isso muito familiar, então saiba que não está enganado, já que as mecânicas são realmente similares.

Assassin's Creed Origins

Precisa de internet? Não, mas é bom ter

Falando sobre a presença de elementos online e sobre os conteúdos extras gratuitos, Guerin afirma que AC Origins é, em essência, um jogo single-player e pode ser jogado inteiramente sem conexão com a internet. No entanto, a Ubisoft achou importante incluir elementos que enriqueçam a experiência dos jogadores caso eles estejam online.

AC Origins pode ser jogado inteiramente offline, mas estar conectado vai enriquecer a experiência

Nesse sentido, ocasionalmente será possível que você se depare com traços deixados por outros jogadores, com os quais poderá interagir. Um exemplo é o modo de fotografia, que compartilha fotos tiradas por você dentro do jogo com todos que estiverem online. Outros conteúdos online, que podem estar disponíveis no lançamento ou pouco depois, são as missões diárias, que rendem prêmios variados, e os Desafios dos Deuses, que colocam Bayek para encarar divindades egípcias gigantescas.

“Essas são batalhas épicas e gigantescas contra chefões que vão servir como uma ótima oportunidade para você testar para você mostrar suas habilidades de luta e tudo o que aprendeu durante a aventura. É um conteúdo mais para quem estiver no fim do jogo e é algo que estamos muito ansiosos para ver os jogadores experimentando”, explica o produtor.

Momento perfeito para fãs e novatos

Assassin’s Creed Origins é uma grande renovação na franquia, e chega justamente quando a série está completando 10 anos. Guerin afirma que sabe que há uma grande base de fãs que seguem a marca, mas reconhece que alguns deles acabaram sendo perdidos com o passar do tempo. Somando-se a isso, há ainda muitos que sequer chegaram a jogar algum título da linha até hoje, o que torna a novidade uma ótima oportunidade para todos.

“O novo jogo não é um reboot, mas nós estamos levando a trama para os primeiros momentos da Irmandade, da nossa história, por assim dizer. Isso significa que esse é um momento único na franquia para permitir que absolutamente todo mundo possa aproveitar e curtir os games. Então incluímos também coisas que explicam um pouco do lore da série, os símbolos que viemos usando até agora, mas que nunca explicamos necessariamente por que estavam lá. Por que uma águia? Por que as penas? Tudo isso vai fazer sentido agora”, conclui.

Assassin's Creed Origins

Por fim, Bruno Guerin ressalta que é uma honra poder vir ao Brasil para falar com os fãs e diz estar ansioso para que todos possam conferir o resultado dos seus últimos 4 anos de trabalho. Assassin’s Creed Origins tem lançamento marcado para o dia 27 de outubro, com versões para PC, PlayStation 4 e Xbox One.

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