O TCG jogou Alien: Isolation e conversou com um de seus desenvolvedores

O TCG jogou Alien: Isolation e conversou com um de seus desenvolvedores

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Ontem nós tivemos a chance de conferir mais uma vez Alien: Isolation, primeiro jogo baseado na franquia do xenomorfo de Giger que tenta emular o clima do mais celebrado filme da série: "O oitavo passageiro". O BJ também teve a chance de conversar com Alistair Hope, o líder criativo do game, e debater um pouco sobre o que o motivou a trabalhar no título e quais as expectativas que ele tem para o seu lançamento.

O desafio

A minha experiência com o jogo se deu através de um mapa do Challenge Mode de Alien: Isolation. Basicamente, você é colocado em um mapa isolado dentro da imensa nave principal do jogo com uma tarefa que deve ser realizada em um determinado tempo. O grande diferencial é que existe um alien faminto perdido na nave, e ele vai caçar você durante todo o processo.

A primeira impressão que eu tive é que este é um jogo no qual eu iria morrer. Inúmeras vezes. Mal comecei meu primeiro challenge e na segunda sala o xenomorfo já chegou e atravessou meu peito com a sua cauda. É certo que o jogo principal não será tão duro com os jogadores logo no início, e que provavelmente os challenge maps serão uma coisa a ser explorada depois que você completar a história principal.

A minha tarefa parecia relativamente simples: chegar do outro lado do complexo e entrar no elevador. No meio do caminho, eu também deveria trancar uma porta que dava acesso a uma escadaria. Logo na minha primeira tentativa eu morri em cerca de 30 segundos. O jogo dizia que eu tinha que me mover devagar para não atrair a atenção do alien; então decidi adotar uma postura mais cautelosa nas minhas tentativas subsequentes.

Outra coisa que eu aprendi na minha segunda tentativa é que havia um lança-chamas na sala e que eu poderia usá-lo. Infelizmente, é impossível ferir o alienígena de forma efetiva, mas o fogo consegue espantá-lo por um tempo. O problema é que a inteligência artificial do xenomorfo é muito boa, e ele aprende com você. Portanto, uma vez atacado pelo lança-chamas, ele nunca mais virá de frente para cima de você. É importante também sempre saber onde está a criatura, e para isso o jogo oferece um pequeno e rudimentar detector que determina o quão longe ou perto ele está, além da direção geral do monstro.

Passadas algumas tentativas, eu finalmente cheguei na escadaria e tive que trancar a porta utilizando um simples, porém desnecessário, mini game. O uso dessa ferramenta é funcional aqui, já que você fica muito tenso pela demora e pela impressão de que o alien vai aparecer e te matar a qualquer momento. Fechar a porta é opcional, mas fazendo isso você garante uns minutos de paz enquanto o xenomorfo está preso do outro lado, além de reduzir segundos na contagem de tempo da missão.

A verdade é que com cada tentativa eu chegava um pouco mais longe. Felizmente, não é apenas o alien que aprende com você, e aos poucos você vai se acostumando ao comportamento da criatura. Sem dúvida ela sempre age de maneira única, sem aparições predeterminadas pela programação, mas ainda é possível observar e aprender com alguns padrões do xenomorfo. Com o tempo, o jogo oferece certas ferramentas que podem ajudá-lo a sobreviver, como flares e coisas que fazem barulho para atrair a criatura para outros lugares.

Você também aprende quando se esconder, seja embaixo de mesas, dentro de armários ou outros locais. Nada é 100% seguro, especialmente se o xenomorfo sabe que tem alguém naquela sala. Se ele viu que uma pessoa entrou no cômodo, ele vai começar a caçar pelo cheiro e aí é questão de pouco tempo até você morrer. A chave aqui é se adaptar, e nenhuma das suas habilidades adquiridas com horas de Call of Duty e outros shooters em primeira pessoa vão te ajudar em Alien: Isolation.

No final, eu não consegui completar o mapa durante os 35 minutos em que fiquei jogando. Meu coração estava acelerado e, de uma maneira geral, cansado de tomar tantos sustos subsequentes. O título é muito tenso e te deixará apreensivo e estressado o tempo inteiro. Portanto, é ideal fazer pausas durante o período de jogo.

Aspectos técnicos

Alien: Isolation é um jogo muito bonito, ainda que seu apelo se dê mais pela excelente direção de arte do que por gráficos ultrarrealistas. O jogo deixa claro que se passa no futuro de 1979, com monitores grandes de imagens riscadas, computadores quase analógicos com dezenas de botões e todo o resto do visual característico da Nostromo de Riddley Scott, a nave do primeiro filme.

O xenomorfo é um caso à parte: a criatura é o grande astro do jogo. Seu design é muito fiel ao dos filmes, ainda que, como deveria ser, você raramente consiga vê-lo de maneira plena, afinal você está o tempo inteiro preso em um jogo de gato e rato, e não faz bem à saúde encarar o seu predador.

A Creative Assembly realmente acertou em cheio com a trilha sonora também. Se o tema do filme era “no espaço ninguém pode te ouvir gritar”, o jogo segue isso à risca em termos de áudio, passando o tempo todo um clima de tensão e isolamento. As músicas são esparsas, mas ajudam a dar os tons certos desta história de horror.

O som é em grande parte seu maior aliado e uma grande fonte de tensão. Mais de uma vez, o alien tinha desaparecido do meu radar e os ruídos na ventilação bem acima de mim entregaram que eu deveria correr ou morreria em poucos segundos. É possível também ouvir gritos ocasionais de outras pessoas morrendo ao longe, o que torna toda a experiência ainda mais assustadora. O som é um elemento tão poderoso que para relaxar entre uma morte e outra, eu me vi obrigado a retirar o headphone para espairecer.

Uma conversa com Alistair Hope

Além de jogar Alien: Isolation, também tive a oportunidade de conhecer o simpático Alistair Hope, o líder criativo do jogo, e conversar com ele. Ele disse que seu principal objetivo era criar o jogo de Alien que ele sempre quis jogar, baseado no modelo de Ridley Scott, e não na franquia de ação criada por James Cameron na sequência do primeiro filme. Ele admite que não teve muito interesse e, por isso, nem chegou a jogar Alien: Colonial Marines, do ano passado, mesmo estando trabalhando em um game da mesma série.

Alistair também explicou que o challenge map colocado à nossa disposição representava mais ou menos o tipo de coisa que enfrentaríamos na metade da campanha principal. Apesar de ser bastante desafiadora, o tempo maior e o início mais lento do modo história permitirão que o jogador se familiarize mais tanto com as mecânicas quanto com o xenomorfo e as suas limitações.

Para Alistair, a coisa mais desafiadora de Alien: Isolation foi criar o próprio xenomorfo. Ele certamente é o protagonista do jogo, que só pode ser definido como a sua relação com este ser. Alistair achava que o título só seria bem-sucedido se o alien realmente fosse inteligente e se não seguisse roteiros predefinidos. Foi o que a equipe conseguiu no fim das contas, com uma criatura completamente independente que vai te caçar durante o desenrolar de toda a história. Mais de 40% do desenvolvimento do jogo foi focado em criar o xenomorfo da maneira “correta”.

De fato, a presença do alien é uma constante no título. Você sempre sabe que ele está em algum lugar por ali, te caçando e observando seus movimentos. É muito difícil ficar tranquilo em Alien: Isolation fora do momento do pause. Se o objetivo de Alistair era recriar a experiência de terror apresentada no primeiro filme da série, ele e sua equipe conseguiram fazer isso muito bem. Alien: Isolation é uma continuação direta do longa de Ridley Scott, transformada uma assustadora experiência interativa.

Alien: Isolation será lançado no próximo dia 7 de outubro para PC, PS4, Xbox One, PS3 e Xbox 360. A seguir, você pode conferir o último trailer do jogo:

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