Voxel

TCG jogou: conheça Kriophobia, um indie brasileiro aos moldes de RE

Último Vídeo

Seja por questão de costume ou simplesmente por nostalgia, quem cresceu jogando os primeiros games da série Resident Evil – aqueles lançados para o bom e velho Playstation One – costuma ficar incomodado ao experimentar os capítulos mais recentes da franquia. De fato, o survival horror mais famoso do mundo mudou muito ao longo dos anos: os gráficos foram se aprimorando, a câmera sofreu ajustes e a jogabilidade teve mudanças drásticas.

A Fira Games, uma desenvolvedora brasileira sediada em Brasília, parece disposta a agradar esse público carente de um game de terror projetado aos moldes clássicos. Durante a Brasil Game Show 2014, o estúdio estava exibindo uma demonstração de Kriophobia, obra que será lançada no ano que vem para dispositivos móveis equipados com sistema operacional Android e iOS.

A história do game é simples e funcional, servindo como um pretexto razoável para você tomar alguns sustos e quase morrer do coração. A obra se inicia com um grupo de pesquisadores viajando para uma região repleta de geleiras e famosa por ser vítima de constantes abalos sísmicos. Pouco tempo depois de desembarcar, a equipe é acometida por um desses terremotos e acaba soterrada em uma macabra construção subterrânea. Controlando a jovem e corajosa Anna, você deve explorar esse local terrorizante e encontrar uma forma de sair dali com vida – o que obviamente não será nada fácil.

Horror à moda antiga

Não é preciso passar mais do que cinco minutos com o jogo para ver que ele de fato foi inspirado em games de horror que fizeram sucesso nas décadas passadas, como Parasite Eve, Alone in the Dark e a própria franquia Resident Evil. Com forte apelo à resolução de quebra-cabeças, o título apresenta cenários estáticos (com uma câmera fixa), característica marcante das produções lançadas na geração do PS1.

O diferencial é que, aqui, todos os gráficos são pintados à mão pelo talentoso artista Rafael Benjamin, que também é responsável por desenhar os quadros que compõem algumas curtas animações. No geral, Kriophobia tem muita cara de história em quadrinhos, o que lhe concede uma identidade visual única e o diferencia de outros games do mesmo gênero já disponíveis no mercado.

A jogabilidade também lembra os títulos mais clássicos. Para fazer o personagem andar, basta tocar no ponto para o qual deseja movê-lo. Não espere muito ação por aqui: a mecânica da obra se resume em explorar cenários aterrorizantes, coletar itens, utilizá-los no momento apropriado para transpor obstáculos e resolver puzzles. Muitos puzzles. E ainda que nós só tenhamos enfrentado um (e o concluímos por pura sorte), tudo indica que eles serão bastante difíceis, forçando você a ficar pensando por um bom tempo antes de prosseguir na aventura.

Talento nacional

Kriophobia é um dos jogos que mostram o amadurecimento do cenário brasileiro de jogos eletrônicos, inicialmente limitado a títulos pouco complexos e sem muita perspectiva para competir com games AAA.

A obra desenvolvida pela Fira Games chama a atenção sobretudo pela identidade visual arrojada e mecânica baseada em produções clássicas. Contudo, não se engane – ele não será atraente apenas para o público saudosista que sente saudades do primeiro Resident Evil, mas também para qualquer jogador que goste de uma boa aventura de terror para jogar sozinho, de noite, com o volume no talo. Preparemos os nossos smartphones e tablets!

Você sabia que o Voxel está no Facebook, Instagram e Twitter? Siga-nos por lá.