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Capcom: engine Panta Rhei vai explorar todo o potencial dos novos consoles

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As arquiteturas dos novos consoles da Sony e da Microsoft prometem o céu aos desenvolvedores. Isso porque as semelhanças dos tais video games com as estruturas dos PCs possibilitam, em tese, mais facilidade no processo de criação de jogos. Essa ideia, contudo, parece não ser compartilhada por parte de certos executivos: de acordo com Masaru Ijuin, gerente sênior da Capcom, o desenvolvimento para o Xbox One e PS4 exige de 8 a 10 vezes mais trabalho se levados em conta seus respectivos consoles precedentes.

Também ainda conforme comenta o figurão, a transição da engine MT Framework para o motor gráfico Panta Rhei não deverá ser tão suave como se esperava. “Bom, receio que os criadores terão de começar novamente, pois terão de aprender a desenvolver com a Panta Rhei. A nova geração de consoles redefiniu de forma drástica a forma como os jogos são renderizados”.

Este novo estágio de produção pelo qual deverão passar as desenvolvedoras é natural: uma nova geração pressupõe a adoção de métodos alternativos de trabalho. E ainda mais: “Se continuarmos criando jogos da mesma forma, não vamos conseguir entregar aos nossos fãs o que eles querem. Achamos que devemos enxergar estes novos hardwares como uma oportunidade para o embate a novos desafios”, disse também Ijuin.

Todo o poder dos consoles destravado...

Os comentários do executivo da Capcom referem-se sobretudo à adoção da engine Panta Rhei – que, inicialmente, encontrou certa resistência por parte de outras companhias. Mas o que este novo motor gráfico de fato promete? “Panta Rhei é capaz de destravar todo o potencial de hardware e maximizar o poder de renderização dos consoles de nova geração”, explicou ainda o gerente. Esta engine deverá facilitar a criação de “todos os tipos de jogos”, uma vez que pode suportar o desenvolvimento de vários gêneros de games.

E Deep Down deverá ser a prova disso

Masaru Ijuin, ao falar mais sobre a Panta Rhei, afirma que o potencial da nova geração deverá ser completamente explorado pelo jogo Deep Down, game exclusivo do PlayStation 4. “Os jogadores de Deep Down serão surpreendidos ao ver a renderização realista de fogo por fluidos. Tradicionalmente, a renderização de fogo é feita por um arranjo de ‘painéis’ que não desenha [o real] movimento do elemento. Agora podemos fazer com que o fogo pareça mais realista ao renderizá-lo com fluidos, simulando o fluxo das chamas”.

Essa possibilidade, ainda conforme especula com bastante coerência o executivo, deverá afetar uma gama de elementos vistos durante qualquer jogatina. Vapor, fumaça ou poeira, por exemplo, também vão poder ganhar ares mais realistas às custas de Panta Rhei em jogos futuros.

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