CEO do estúdio de Hatred defende o seu violento e brutal jogo de genocídio

CEO do estúdio de Hatred defende o seu violento e brutal jogo de genocídio

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Depois de um trailer exageradamente violento e com um enredo completamente desconexo, os jogadores em geral desaprovaram o conceito apresentado pelo título Hatred, do estúdio Destructive Creations, que traz um homem louco com ódio do mundo e que quer assassinar todas as pessoas inocentes que puder do jeito mais brutal possível.

Se você não viu o vídeo do título, clique aqui e veja o artigo que publicamos no TecMundo Games. Depois das reações negativas do público perante o material apresentado, chegou o momento de Jaroslaw Zielinski, o polonês CEO da Destructive Creations, falar e se justificar sobre o enredo do game. Em reportagem do site Polygon, Zielinski disse que o time de desenvolvimento está sendo bem honesto em relação ao tipo de jogo que eles querem criar. 

"A Destructive Creations é um experiente time de desenvolvimento de jogos indie que em tempos em que muitos títulos querem ser educados, coloridos, politicamente corretos ou atingir algum tipo de conceito artístico em vez de entreter, nós queremos criar algo que contrarie essas tendências. Algo diferente, algo que dê às pessoas o puro prazer de jogar um game", disse Zielinski.

O CEO do estúdio frisou que o jogo é sim dedicado ao genocídio de pessoas inocentes – e que eles não veem mal nenhum nisso, já que é só um game –, porém que os desenvolvedores são sinceros ao conceito do título, pois não fingem que ele é sobre qualquer outro assunto. Zielinski levantou o ponto que em inúmeros jogos que vemos por aí os protagonistas também matam centenas de pessoas, mas que isso não é visto de modo necessariamente negativo.

O diferencial é que em Hatred desde o início o foco do enredo é só matar pessoas. Quanto às reações negativas do vídeo, Zielinski disse que não ficou surpreso com o feedback e com os comentários. Aliás, o CEO falou que recebeu muitas mensagens privadas e emails que davam suporte ao desenvolvimento do Hatred, o que quer dizer que ele já possui um público definido. "Esse não é o primeiro jogo do mundo que chocou as pessoas devido à brutalidade e ao seu contexto", comentou Zielinski.

Segundo ele, jogos como Doom, Kingpin e Postal já não são mais tão populares hoje graças às tendências do mercado de deixar os títulos mais leves – algo que o estúdio do polonês quer contrariar. Ao que parece, se Hatred fizer sucesso no PC, é provável que ele chegue aos consoles também em um futuro não tão distante – pelo menos é isso que Jaroslaw Zielinski quer. O que você achou de todo o conceito de Hatred? Pretende jogá-lo?

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