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Chegou ao fim: mais detalhes e nossas impressões da G-Star 2014

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Após algumas noites mal dormidas, manhãs e tardes percorrendo corredores de um lado para outro, horas gastas em filas e lanches que serviram de almoço, chegou ao fim mais uma edição da G-Star – uma das maiores feiras de games da Ásia que é realizada anualmente no centro de convenções BEXCO, localizado na cidade de Busan.

Ao longo dos últimos dias, publicamos uma série de notícias e matérias com o que dê melhor encontramos pelo evento e conteúdos que podem vir para o Brasil, como o hands-on do Lineage Eternal, os detalhes revelados de Lost Ark, a possibilidade de Tree of Savior desembar por aqui em português, as booth babes que embelezaram os stands das empresas e muito mais. Com o encerramento da G-Star 2014, chegou a hora de analisarmos o evento em si. E é exatamente esses detalhes e impressões que trazemos para você nesta publicação.

Nada menos do que o esperado

Se precisássemos resumir a G-Star 2014 em uma palavra ela seria “organização”. Os responsáveis pela feira se preocuparam bastante em planejar todas as variáveis para que tudo funcionasse da melhor forma possível e tanto os expositores quanto a imprensa e os visitantes tivessem a melhor experiência durante sua permanência no evento.

E isso foi visto tanto dentro quanto fora dos pavilhões de exposição. Os corredores eram relativamente amplos, os booth aproveitavam bem o espaço do centro de convenções, a sala de imprensa era bem localizada, haviam pessoas da organização espalhadas por todos os lados (era fácil encontrar alguém para conseguir informações) e foram implementadas uma grande variedade de comércios na entrada do BEXCO – incluindo cafeterias, mercearias, soveterias, entre outros.

Por sua vez, a área externa foi bem explorada para evitar maiores aglutinações de pessoas dentro dos pavilhões. As bilheterias foram montadas nessa região, com boa parte do espaço destinado para as filas devidamente coberta para caso chovesse, e o barramento de entrada também era feito ainda do lado de fora. Resumidamente, a organização da G-Star 2014 não foi nada menos do que esperávamos da cultura asiática e oriental.

Interação entre os visitantes

Os jogadores coreanos são absolutamente alucinados por títulos de MMO, RPG e FPS (esse último bem menos do que os outros, mas que tem seu espaço no entretenimento local). Para você ter uma ideia, existem canais da televisão aberta do país que simplesmente transmitem partidas e conteúdos relacionados com games desses estilos 24 horas por dia. Tivemos a oportunidade de acompanhar alguns momentos de um torneio de League of Legends.

Para satisfazer essa ficção dos gamers, a organização do evento e as companhias promoviam várias formas de interação com os visitantes. Diversas vezes enquanto caminhávamos pelos corredores atrás de alguma novidade nos deparamos com breves partidas entre espectadores de alguma determinada apresentação, como Sudden Attack 2 e Hearthstone. Dessa forma, jogadores “comuns” quando sorteados podiam jogar seus jogos prediletos ou que estão interessados e ainda ganhar prêmios.

Além disso, foi criado um espaço chamado “Board Game Zone” destinado unicamente para jogos de mesa de cartas, tabuleiros, entre outros. Haviam pessoas treinadas para ensinar os visitantes a jogarem e desafiar amigos ou desconhecidos em partidas offline – algo bem incomum hoje em dia.

Na palma da mão

Obviamente, os grandes nomes da G-Star 2014 – aqueles que tinham maiores stands e mais destaque nos banners espalhados por absolutamente toda a cidade – eram de jogos de PC. Entre eles, Lineage Eternal, Civilization Online, Final Fantasy XIV, Lost Ark, entre outros.

Porém, bastava uma breve caminhada, fosse ela pelo pavilhão BTB (destinado para as empresas tratarem de negócios) ou BTC (onde os visitantes se divertiam com as exposições dos jogos), para perceber que o segmento que dominou a feira neste ano foi o mobile.

A grande maioria dos títulos levados para o evento se tratavam de exclusivos ou games adaptados para smartphones e tablets com Android ou iOS. Isso mostra o quanto esse nicho está aquecido e que as desenvolvedoras – até mesmo as de grande porte e conhecidas por seus jogos de computadores – não têm poupado investimentos para conteúdos específicos para plataformas móveis.

Tendências para um futuro próximo

Por fim, durante nossas idas e vindas pelo BEXCO, percebemos também uma forte tendência no desenvolvimento de tecnologias de realidade virtual, bem como a sua utilização integrada com outros dispositivos para fornecer uma “nova” experiência de jogatina.

O caso que mais chamou nossa atenção foi o Autovill GRS, uma combinação de cadeira dotada com três eixos de movimentação e um Oculus Rift para formar um simulador de corrida 4D. Outro dispositivo interessante é o Go4D VR, um modelo de óculos de realidade virtual destinado para eletrônicos portáteis, em especial o Samsung Galaxy S5 e o LG G3, que promete imergir o jogador no mundo 3D digital dos games.

Bem, ficamos por aqui com a nossa cobertura da G-Star 2014 e esperamos que vocês tenham gostado das novidades que trouxemos de lá. Infelizmente, por enquanto, pouca coisa do que é anunciada na Coreia do Sul chega ao Brasil. E isso é realmente uma pena, pois vimos muitos títulos bacanas – principalmente para plataformas móveis.

O BJ viajou para a G-Star 2014 a convite da Nurigo Games.

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