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“CoD é hoje o que Guitar Hero foi há alguns anos?”, pergunta memorando da Activision

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O site Giantbomb.com obteve um memorando interno da Activision no qual a publicadora lança a seguinte pergunta para seus funcionários e adeptos: “Call of Duty não é hoje exatamente o que Guitar Hero era há alguns anos?”. O texto foi escrito pelo CEO Eric Hirshberg em um esforço para reassegurar que tudo vai bem com o principal cofrinho da companhia.

Ele continua: “Essa é a grande questão sobre a qual temos pensado muito, mas há inúmeras diferenças entre as franquias que deveriam ser levadas em consideração. Guitar Hero rapidamente alcançou alturas incríveis, mas então começou a declinar. Call of Duty, por outro lado, tem crescido firmemente durante todos os seus sete anos de existência”.

É claro, há ainda o teste impiedoso dos anos. Isso para não falar em uma legião de fãs que compraria imediatamente qualquer coisa que levasse a marca. “Guitar Hero representava um novo gênero de grande apelo, mas que não resistiu ao teste do tempo. [Já] Call of Duty existe dentro de um gênero — tiro em primeira pessoa — que tem mostrado extraordinário poder e um apelo amplo através das décadas”, afirma o executivo. “Além disso, Call of Duty tem inspirado uma enorme comunidade de jogadores, tornando-se, provavelmente, um dos jogos mais ‘grudentos’ de todos os tempos.”

Img_normalPode-se ainda, é claro, considerar dados objetivos. Hirsberg afirma no memorando que questões como vendas, apelo junto aos jogadores, horas de jogatina online e a performance dos DLCs (conteúdos para download) mostram claramente que “o potencial para a franquia nunca foi tão grande”.

Mas há que se manter o foco, “a fim de produzir jogos que aumentem constantemente o padrão de qualidade; que possam permanecer a frente da curva de inovação”. Hirsberg menciona ainda a importância de se oferecer suporte adequado a CoD, que deve permanecer cercado por uma “ampla variedade de serviços e uma comunidade online que faça nossos fãs permanecerem”.

Por fim, sentencioso (quase religioso), ele afirma: “Franquias de entretenimento com poder duradouro são raras. Mas Call of Duty mostra todos os sinais de que pode ser uma delas. Depende de nós”.

Por outro lado, o CEO faz questão de anotar que a Activision pode perfeitamente se manter competitiva mesmo sem CoD, em razão de receitas obtidas com outros projetos. É claro que os DLCs da série ainda tem grande parcela, já que “são mais complexos e têm mais potencial sozinhos do que vários outros jogos completos”.

Ademais, a publicadora vai muito bem, obrigado. Embora nem sempre... Receba o devido crédito por seu sucesso. “A Activision não parece receber sempre o crédito que lhe é devido em questões de inovação”, afirma Hirsberg. “Conforme eu disse, quando você olha para essa lista de projetos e para as inovações ligadas eles, é fácil perceber que se trata de uma linha pela qual muitas empresas matariam”.

O memorando então conclui, modesto: “Call of Duty é uma das maiores franquias de entretenimento do mundo”, algo conseguido graças a um “time composto por alguns dos maiores talentos em desenvolvimento e comércio do mundo”.

Enfim, sendo ou não um discurso para levantar a moral, pode-se considerar que os fãs de CoD estão devidamente resguardados ainda por um bom tempo.

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