Conheça 10 consoles que foram um enorme fracasso

Conheça 10 consoles que foram um enorme fracasso

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Em 2013, fizemos uma listinha de video games que que você provavelmente não conhece, mas nossa ideia foi além, e resolvemos montar uma lista com 10 consoles que foram um homérico fracasso. Nesta lista, você verá alguns conhecidos, como o Zeebo, e outros nem tanto, como o Hyperscan.

A ideia é mostrar que nem sempre uma grande ideia (como foi a do N-Gage) dá certo sem uma boa execução. Então, sem mais delongas, apresentamos a você nossa seleção de “arrombadores de cofres”:  

1- Apple Bandai Pippin

Esse aqui já foi citado na nossa lista anterior, mas vale relembrar. Sim, meu caro leitor, a empresa da maçã já se aventurou no mundo dos consoles. No já longínquo ano de 1995, a Apple fez uma parceria com a Bandai. Juntas, e colocando seus melhores funcionários para trabalhar duro, as empresas produziram uma máquina potente, mas o bichinho era tão caro que foi completamente ignorado pelos consumidores.

Tentando dar uma de joão-sem-braço, a companhia de Steve Jobs resolveu anunciar o produto como um “computador de baixo preço”, mas a galera não caiu nessa, e o Apple Bandai Pippin vendeu apenas 42 mil unidades, sendo um absoluto fracasso. Entretanto, não foi só o preço que fez o sucesso não ser atingido: além de ser vendido a U$ 599 (cerca de R$ 2,4 mil atualmente), a biblioteca de títulos era praticamente nula.

O aparelho contava com uma arquitetura de vídeo de 16 MB e podia emular um overclock de até 32 MB. O ápice da geração 32 bits foi em 1995, quando o SEGA Saturn, o PlayStation e o Nintendo 64 dominavam a maior fatia do mercado. 

2- HyperScan

Achou estranho a Apple ter um console? E se disséssemos que a Mattel — sim, a fabricante de brinquedos — também se aventurou nesse louco mundo? Pois é, Mattel HyperScan era o nome da brincadeira. O aparelho foi lançado em outubro, sendo vendido por US$ 69 (R$ 279) mas sua popularidade foi tão ínfima que foi descontinuado no ano seguinte.

Além da tecnologia tradicional dos video games, o “console” usava RFID (radio frequency identification) para funcionar, e seus jogos vinham em discos UDF. Falando em jogos, apenas cinco títulos foram lançados para o HyperScan: X-Men, Ben 10, Interstellar Wrestling League, Marvel Heroes e Spider-Man. Essas obras contavam com cards que podiam ser comprados à parte e escaneados para deixar os personagens mais fortes — é, a era dos DLCs estava por vir.

3- Game.com

Parece um site, mas é um console. Na verdade, é um portátil — e um dos mais estranhos. Em setembro de 1997, a Tiger Electronics lançou nos Estados Unidos o Game.com. O aparelho tinha uma carinha um tanto séria e lembrava bastante os PDAs, principalmente por incluir uma função ainda inovadora para a época: o touchscreen.

Em sua primeira versão, o dispositivo possuía entrada para dois cartuchos e podia ser conectado a um modem 14.4 kbit/s. O portátil contava com vários títulos com nomes de peso, como Jurassic Park, Resident Evil, Duke Nukem 3D e Mortal Kombat Trilogy. Ele também era equipado com alguns itens bem conhecidos para aqueles que já possuíram um Game Boy, como um cabo serial que conectava duas plataformas — ou como era mais conhecido: o cabo link.

Apesar de ter uma biblioteca bem interessante, o console falhou miseravelmente em vendas: apenas 200 mil unidades foram comercializadas. Sendo assim, o aparelho só ficou nas prateleiras por dois anos e em 1999 foi descontinuado.

4- Laseractive

Você já ouviu falar em laserdiscs, também conhecidos como LDs? Bem, explicando resumidamente, era um CD do tamanho de um disco de vinil que armazenava mais informação do que os CDs comuns. Aqui no Brasil, o formato não se popularizou tanto, pois o DVD chegou antes de essas belas peças caírem no gosto da galera (dificilmente cairiam, já que um player de LD era extremamente caro).

Enfim, é claro que temos um video game que usava a mídia: o Laseractive. O “console”, desenvolvido conjuntamente por Pioneer, Sega e NEC em 1993, reproduzia, além de LDs de filmes, CDs de música e jogos especialmente desenvolvidos para o formato. O problema é que, para isso, a galera teria que desembolsar a mera quantia de US$ 970 (R$ 3,9 mil).

Achou pouco? Bem, a máquina também dava a possibilidade de adicionar módulos separados para rodar títulos de PC, Turbografx 16, Mega Drive/Genesis e Sega CD, com suporte a todos os periféricos, além de um módulo de karaokê e um par de óculos 3D — isso sim é uma revolução, não?

Contudo, para usufruir de toda essa modernidade, era necessário abrir a carteira de vez. O módulo de karaokê custava mais US$ 350 (R$ 1, 4 mil) e os add-ons que permitiam rodar jogos de outras plataformas tinham um precinho em torno de US$ 600 (R$ 2,4 mil). Portanto, por apenas US$ 1.570 (R$ 6,3 mil), você poderia ter toda a diversão de vários consoles bem mais em conta no mercado — boa jogada, Pioneer. 

5- Halcyon

Ok, perto deste aqui, até o Laseractive parecia ser um bom negócio. Em 1985, mais de 30 anos atrás, a RDI Video Systems projetou o Halcyon, um brucutu de US$ 2,5 mil (R$ 10 mil). Ele não podia ser considerado apenas um console, já que havia um computador anexado. Mesmo assim, ninguém iria querer o trambolho que possuía apenas dois games em sua lista de jogos.

O mais estranho de tudo é que o barato tinha reconhecimento de voz, e, de acordo com os responsáveis pelo projeto, ele funcionaria através de uma inteligência artificial igual à do robô HAL 9000 de “2001: Uma Odisseia no Espaço” — bem, talvez a RDI não tenha lançado oficialmente o console por medo de sua criação se rebelar e resolver acabar com todos e dominar o mundo. Obrigado, RDI.

6- Vectrex

Aproveitando que estamos falando da década de 80, vamos citar o Vectrex, desenvolvido pela Smith Engineering. O console era um dos pouquíssimos exemplos que podiam competir com os arcades e com uma vantagem: não era gigantesco, ou seja, poderia ser levado facilmente para casa.

O aparelho vinha equipado com seu próprio monitor de tubo em preto e branco com folhas de plástico colorido colocadas sobre ele para simular cores. Apesar de ser barato — “apenas” US$ 200 (R$ 800) —, o produto foi um fracasso comercial, vendendo pouquíssimas unidades.

Porém, como a comunidade de fãs de video games é incrível, até hoje surgem novos jogos para o console que são criados por amantes de tecnologia. Isso é possível porque, em 1990, a Smith Engineering liberou a reprodução da imagem do sistema Vectrex e seus cartuchos para usos não comerciais, visando manter vivas as comunidades de usuários e desenvolvedores.

7- Jaguar

Apesar da sua bela história na indústria dos video games, a Atari, em 1993, estava passando por uma crise de hesitação dos consumidores. Mesmo com os compradores com o pé atrás, a empresa resolveu lançar o Jaguar, o console que eles alegavam ser “o único sistema de 64 Bits”. Entretanto, apenas 125 mil unidades foram vendidas entre 1993 e 1995. Só para comparar, a Sony vendeu 100 mil PlayStations apenas na primeira semana do lançamento da máquina.

O verdadeiro problema do Jaguar foi que ninguém estava disposto a produzir obras exclusivas para ele, sendo assim, o aparelho teve vida curta. Ah, sim! Aquele controle com teclado numérico no meio não ajudava em nada na popularidade. O baque foi tão grande que a Atari resolveu, em 1996, sair de vez da indústria dos hardwares.

8- N-Gage

Vai dizer que você nunca ouviu falar no N-Gage? Ainda era o ano de 2003, e a finlandesa Nokia resolveu pensar à frente do seu tempo: colocar video game e celular em um só aparelho, e assim o fez. O dispositivo chegou às lojas por US$ 299 (R$ 1,2 mil em conversão direta, mas o preço oficial por aqui era R$ 1,7 mil).

Para competir com o famigerado Gameboy da Nintendo, ele contava com mais capacidade de processamento e ainda um MP3 player, um gravador, um rádio, um PDA, maneiras de receber e enviar emails e mensagens SMS, um navegador de internet e, óbvio, telefone celular.

A lista de jogos do N-Gage não era das menores: no curto período em que o N-Gage foi comercializado pela Nokia, foram lançados 64 títulos, muitos de produtoras grandes como Activision, Hudson Soft, Capcom, Electronic Arts, Eidos Interactive, Sega, entre outras.

Porém, uma coisa incomodava bastante as poucas pessoas que adquiriram o aparelho: para trocar os cartões dos joguinhos, era preciso retirar a tampa traseira e a bateria do aparelho, o que não era nada conveniente. Enfim, apesar da boa ideia da Nokia, o produto foi um fracasso.

9- Phantom

Nunca passou de um projeto que muitos acreditavam ser uma lenda. A ideia do Phantom era genial para a época (2003), pois a desenvolvedora Infinium dizia que seu produto poderia rodar todos os jogos de PC existentes até aquele ano e por mais vários outros seguintes, usando tecnologias que hoje não seriam grandes coisas para nós, mas que naqueles tempos eram uma revolução: o streaming de games e a loja online.

Porém, ninguém nunca havia visto o console, nada era revelado. Até que, em maio de 2004, durante a E3, um protótipo foi apresentado e a data de lançamento, anunciada: novembro daquele mesmo ano. Só que não. O dia chegou e nada de Phantom, que foi adiado para janeiro de 2005. Adivinha o que aconteceu? Nada.

A Infinium ficou enrolando todo mundo para anunciar, só em 2006, que o projeto havia sido suspenso. Bem, a situação, que já não estava nada boa para a companhia, piorou.  A SEC (entidade que regula o mercado financeiro nos EUA) abriu uma ação judicial contra a empresa, e aí a vaca foi para o brejo. Depois de várias idas e vindas, no final das contas toda essa bagunça custou aos investidores uma bagatela de US$ 73 milhões (R$ 292 milhões).

Viu? Um console não é só um fracasso quando ele não vende — ele pode ser uma péssima ideia antes mesmo de ser lançado.

10- Zeebo

Claro que não poderíamos esquecer nosso querido, amado, adorado conterrâneo Zeebo. Ok, mais ou menos conterrâneo, já que o console envolveu parceria de empresas de sete diferentes países: Brasil, Estados Unidos, Argentina, China, Israel, Japão e França. Contudo, ele era fabricado aqui, mais especificamente na Zona Franca de Manaus.

O Zeebo foi o primeiro console de mesa a não usar nenhum tipo de mídia física para a comercialização de jogos. Eles eram disponibilizados por download através da rede ZeeboNet 3G e armazenados na memória interna do video game, assim como fazemos com qualquer título digital atualmente.

O video game foi lançado no Brasil no dia 25 de maio de 2009 por R$ 499. Entretanto, o valor caiu vertiginosamente por conta das pouquíssimas vendas e chegou a R$ 299, ainda naquele ano.

Até o fim de 2009, o Zeebo contava com 29 jogos, o que era pouquíssimo. Em 2010, as coisas começaram a complicar. Alguns títulos começaram a ser retirados do catálogo, Quake e Quake II foram os primeiros, seguidos por Need for Speed: Carbon e outros. Até que, em maio de 2011, a Zeebo anunciou o fim de suas operações no Brasil.

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