Conheça melhor Shadow Realms, o novo RPG da Bioware

Conheça melhor Shadow Realms, o novo RPG da Bioware

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A conferência da EA na gamescom revelou para o mundo o novo jogo da Bioware, a casa de clássicos da última geração como Mass Effect e Dragon Age. Shadow Realms será um action RPG dividido em missões cooperativas cujas batalhas nunca serão as mesmas graças à sua mecânica 4 vs. 1, em que quatro heróis enfrentam um inimigo também controlado por um jogador, uma diabólica força chamada Shadowlord. O título será lançado para PC e ainda não tem data de lançamento.

Algumas novidades

Uma das características únicas de Shadow Realms será a sua narrativa progressiva, separada por diferentes episódios, como tem sido feito pela Telltale nos últimos anos em clássicos instantâneos como The Walking Dead e The Wolf Among Us. “Esse jogo nos leva de volta às raízes do clássico RPG de caneta e papel, mas também traz algo que é completamente novo e inovador para os nossos fãs. Trata-se do mais novo RPG da BioWare, que contém todos os elementos de qualidade dos nossos produtos, incluindo uma história fantástica, um universo único e intensos combates – mas que é construído como uma experiência interativa que evolui o gênero e promete cativar ainda mais jogadores em todo o mundo”, declarou Jeff Hickman, gerente-geral e vice-presidente da BioWare Austin.

Em uma conferência para a imprensa esta semana, foi possível conferir um pouco mais sobre o novo título dessa gigante, tanto com o pequeno hands on disponível no local como em uma conversa franca com alguns dos desenvolvedores. O estúdio responsável, localizado em Austin, foi originalmente criado para fazer o MMO Star Wars: The Old Republic, o que demonstra que a equipe já tem bastante experiência no quesito de interações e mecânicas entre os jogadores online.

Jeff Hickman também quis deixar claro que o jogo não será exclusivo para PCs. “Alguém por acaso já disse que este seria um título exclusivo? Eu nunca falei isso na gamescon. Tudo o que disse naquela ocasião é que ele sairá para PC no ano que vem. Não tem nada que estamos fazendo que exclua os consoles de um lançamento futuro. Nós estamos construindo toda a engine do jogo baseada na Frostbite 3 para não nos excluirmos dessa possibilidade”.

O nascimento de Shadow Realms

O novo jogo da Bioware foi criado quando James Ohlen, um dos mais condecorados funcionários da empresa, estava se sentindo cansado depois de 5 anos trabalhando em Star Wars. Os chefões permitiram que ele se afastasse do projeto para tentar desenvolver algo novo, e James se voltou aos RPGs de mesa para seu próprio relaxamento. Ele queria construir uma coisa que trouxesse de volta a dinâmica entre o narrador e seus jogadores que apenas os RPGs de verdade conseguiam fazer.

O cenário veio de uma mistura de diferentes livros, RPGs e jogos de tabuleiro. Algumas das referências são bem claras para as pessoas mais inseridas neste mundo. “Nossa ideia era ir em direção de algo como uma pessoa normal que, hoje em dia, descobre do nada que possui poderes mágicos.”

A ideia é que existe um mundo mágico chamado Embra, bem próximo dos universos de fantasia com que estamos acostumados. Nele, a humanidade está morrendo depois de anos de guerra contra as legiões das sombras. O maior dom da humanidade é a habilidade mágica que eles usam para abrir um portal para a Terra, conectando os dois mundos e despertando novos poderes nos seres humanos do nosso mundo.

A ideia central do jogo, isto é, quatro jogadores contra um oponente poderoso responsável pelos inimigos e pelo ambiente, surgiu de um popular jogo de tabuleiro que o desenvolvedor não quis entregar, mas que qualquer pessoa versada neste universo sabe que foi Descent ou uma variação deste jogo.

Como Shadow Realms vai funcionar?

A julgar pelo que vimos nos vídeos do jogo, as mecânicas de combate e as animações parecem ser fluidas e dinâmicas. Inimigos não enchem toda a tela, mas se provam rápidos e desafiadores. O grande diferencial está certamente na presença de um “Shadowlord”, um jogador que pode controlar os inimigos, além de ser o responsável por criar eles e as armadilhas.

Não adianta apenas sobreviver às batalhas: os jogadores têm que se manter atentos durante todos os momentos, pois existe um adversário verdadeiramente inteligente que está tentando destruí-los a todo custo. O Shadowlord pode até mesmo se disfarçar de outros heróis e NPCs benignos apenas para confundir os jogadores e diminuir o clima de confiança do jogo.

Na verdade, todos os jogadores são obrigados a criar um herói e um shadowlord, e ambos evoluem com o tempo e vão ganhando mais poderes conforme o desenrolar do game. Assim como o lado do bem tem seis classes com diferentes especializações (guerreiro, assassino, mago, clérigo, ranger e feiticeiro), os vilões também conseguem se desenvolver melhor em áreas diferentes. Desta maneira, você nunca sabe realmente o que está para enfrentar.

Vale dizer que, seguindo o modelo de Diablo 3, as especializações são livres. Então, você pode mudar o seu guerreiro totalmente focado em defesa para um personagem ofensivo com apenas alguns comandos. O grau de dificuldade do jogo também é muito variável, ainda que o sistema sempre tenda ao equilíbrio de forças: um Shadowlord mais habilidoso e estratégico será bem difícil de ser vencido, e o mesmo vale para heróis bem montados e em sintonia.

Action RPG com uma boa história

A Bioware é conhecida por escrever algumas das melhores histórias com alguns dos melhores personagens do mundo dos games. Shadow Realms não pretende abandonar esta tendência. “A maioria da narrativa acontece para o jogador em momentos sozinhos. Para não confundir as pessoas, existem áreas deste jogo em que você joga sem ninguém, onde você não está enfrentando um shadowlord ou qualquer outro adversário. São áreas focadas na história. Se você pensar em uma masmorra para apenas um jogador, não é exatamente isso, é um lugar onde você se encontra para experienciar a narrativa e mais algumas outras coisas, como vender e comprar itens.”

O desenvolvedor diz que como eles controlam a narrativa, estes lugares eram uma chance de dar aos jogadores um local que eles pudessem clamar como seu. “Este é o seu mundo, a sua história com os seus npcs, que terão uma relação exclusiva com as suas próprias decisões e opiniões”.

Como já é tradição, podemos esperar relações profundas com os NPCs do jogo e até mesmo romance. “Quando pensamos sobre uma história, e sobre o que enfatizar nela, sempre pensamos que elas devem ser relacionadas com escolhas, com romance, com traição. Nós temos os primeiros 3 meses de história, que chamamos de primeiro capítulo, que funcionam com um gancho atrás do outro, e no final você estará cheio de dúvidas e ansioso para o próximo momento do jogo.”

A EA e a Bioware ainda não decidiram como funcionará a questão monetária, se o jogo terá uma assinatura ou se você pagará por cada episódio. “Nós ainda não sabemos como essa parte vai funcionar. Nós estamos focados em construir um ponto de engajamento, e queremos que as pessoas venham e nos ajudem a decidir sobre qual será a melhor maneira. Nossa preocupação é em, primeiramente, criar um jogo que as pessoas parem e digam ‘nossa, eu pagaria por isso’. Apenas a partir daí vamos pensar como monetizá-lo”.

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