Cosplayer diz ter sido torturado por seguranças durante a Brasil Game Show

Cosplayer diz ter sido torturado por seguranças durante a Brasil Game Show

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Atualização no fim da matéria*

A Brasil Game Show aconteceu durante a segunda semana de outubro, no Expocenter Norte, em São Paulo. Michael Giordano Martins Pereira, 34 anos, cosplayer de Coringa, visitou a feira no domingo e alega ter sido torturado por dois seguranças em uma sala isolada de um dos pavilhões do evento.

Em vários vídeos divulgados em sua rede social no Facebook, Giordano explica que pediu para sair da feira e retocar a maquiagem do cosplay em seu carro, que se encontrava no estacionamento em frente ao Expocenter. Antes de sair, o visitante diz ter certificado com os seguranças se poderia retornar ao evento, mas ao retornar, o cosplayer alega ter sido barrado.

Em meio a confusão, dois seguranças o surpreenderam e disseram que não poderia entrar. Segundo o cosplayer, lhe deram um mata-leão e o arrastaram para uma sala isolada do evento, onde mais tarde foi torturado durante quarenta minutos pelos mesmos seguranças que o abordaram na entrada. De acordo com o relato de Giordano, as agressões foram desde chutes e pontapés até ameaças de estupro.

Em seu perfil do Facebook, Giordano diz que até 12 seguranças diferentes o torturaram e, mesmo pedindo ajuda, as ameaças continuaram. Entre as fotos publicadas, há um laudo médico de Michael Giordano em que aponta todos os ferimentos sofridos.

O cosplayer foi hospitalizado no domingo (13), dia das agressões, e saiu na última terça (15), com uma costela fraturada, nove costelas trincadas e o pulmão perfurado. De acordo com o R7, Giordano registrou um boletim de ocorrência na última quarta-feira (16), no 74° DP (Parada de Taipas), de lesão corporal e roubo de seus equipamentos do cosplay.

Posicionamento oficial da Brasil Game Show sobre as agressões

A equipe do Voxel entrou em contato com assessoria de imprensa do evento, segue abaixo a nota de esclarecimento oficial:

"A BGS lamenta profundamente que, após mais uma edição de sucesso, em que cerca de 300 mil visitantes se divertiram ao lado de seus amigos e familiares, o evento seja envolvido em uma denúncia de agressão e violência contra um cosplayer. Desde segunda-feira, quando a BGS foi procurada pela advogada Daniela Conti, representando o senhor Michael Giordano Martins Pereira, estamos debruçados sobre o caso para, com a devida cautela, apurar e colaborar com os órgãos competentes para a elucidação dos fatos, sem julgamentos precipitados que possam comprometer os envolvidos, sejam o denunciante, os denunciados e a Brasil Game Show".

*[Atualizado]: a BGS soltou um comunicado oficial público em seu site. Confira:

"Desde segunda-feira, quando a BGS foi procurada pela advogada Daniela Conti, representando o cosplayer Michael Giordano Martins Pereira, nos debruçamos sobre o caso para entender os fatos e, de maneira responsável, adotar medidas justas com todos os envolvidos.

Quem conhece a história da BGS sabe que nossa postura é de respeito e acolhimento, seja com as comunidades gamers, de cosplayers e de influenciadores, seja com nossos parceiros, fornecedores, prestadores de serviço etc. Não seria, portanto, num caso com a gravidade relatada, que tomaríamos alguma decisão precipitada ou leviana. Preferimos arcar com o ônus de uma resposta supostamente tardia a, apressadamente, apontar culpados.

E é em respeito ao público fã da BGS e a todos que nos acompanham nessas 12 edições, que agora informamos que a empresa de segurança terceirizada envolvida no caso teve o seu contrato suspenso até a completa apuração dos fatos e estamos buscando todas as provas para punir os culpados com todo o rigor da lei. Sabemos que isso não apaga ou sequer diminui os transtornos causados ao cosplayer Michael, e já estamos em contato com sua representante legal para auxiliar em tudo o que for necessário.

A BGS sempre vai buscar a paz pois é o ponto de encontro de crianças, jovens, adultos e famílias que têm nos games uma forma saudável de união e diversão. Não incentivamos, aprovamos ou endossamos nenhum tipo de agressão física ou moral. Independente das circunstâncias, comportamentos violentos são inaceitáveis e absolutamente incompatíveis com os valores da BGS."

O Voxel já entrou em contato com Michael Giordano para mais esclarecimentos e atualizará a matéria caso qualquer novidade do assunto surja.

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