Days Gone mostra potencial, mas ainda não convence totalmente
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Days Gone mostra potencial, mas ainda não convence totalmente

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Ao falar sobre games de zumbis (ou variações de mortos-vivos), é possível pensar imediatamente em dezenas de exemplos. Enquanto Dead Rising transforma tudo em “galhofa”, State of Decay e The Last of Us têm uma pegada mais séria, caminho que também é seguido por Days Gone.

Durante a BGS 2017, a Sony mostrou a portas fechadas a versão jogável da demonstração que a empresa exibiu durante a E3 deste ano. Com a missão de salvar um amigo capturado por um grupo rival, o protagonista tem que procurar pistas sobre sua localização e invadir o local usando métodos variados.

Days Gone

Uma das primeiras diferenças mostradas é que muitos eventos que pareciam “escriptados” na demonstração na verdade têm características dinâmicas. Por exemplo: enquanto no vídeo o protagonista caia em uma armadilha, na demonstração guiada ele percebia a emboscada e dava a volta nela para pegar seus adversários de surpresa.

Days Gone oferece um mundo bastante dinâmico, no qual tudo muda o tempo todo

Segundo o produtor associado Michael Pulet, Days Gone oferece um mundo bastante dinâmico, no qual tudo muda o tempo todo. Armadilhas podem não estar nos mesmos lugares (ou simplesmente surgir de forma diferente) e a maneira como os inimigos reagem às suas ações é diferente dependendo de fatores como a localização em que você está ou as condições atmosféricas.

No entanto, algo se mantém constante nesse mundo: você não precisa ir atrás de confusão, já que ela vai atrás de você de formas variadas. Algo que, infelizmente, não dá para comprovar se é uma alegação verdadeira baseado somente nos materiais relacionados ao game que foram divulgados até agora.

Mecânicas familiares

O que me faz desconfiar da capacidade de Days Gone se destacar em meio a outros games com a temática “pós-apocalíptica” é o fato de que todas as suas mecânicas carregam algo de “eu já vi isso antes”. Investigar mapas em busca de inimigos já se tornou algo esperado de games de ação em terceira pessoa, bem como usar itens coletados do ambiente para criar novos equipamentos.

Days Gone

O personagem principal também conta com uma espécie de “modo detetive” tal qual o Batman da série Arkham, que permite tanto observar objetos que merecem atenção quanto “reviver” algumas cenas para descobrir o que aconteceu. Já os combates corpo a corpo lembram muito os títulos da Naughty Dog, apresentando um “peso” legal e certo foco no uso de contra-ataques.

A utilização de mecânicas com eficácia já comprovada não é, em si, um defeito: outros games já provaram competência própria aproveitando recursos criados para outros projetos. No entanto, Days Gone ganhou minha desconfiança ao somar isso a uma trama que, ao menos superficialmente, parece traçar caminhos já bastante conhecidos.

Totalmente em português

Embora tanto a apresentação da E3 quanto o demo usado durante a BGS estivessem totalmente em inglês, a Sony prometeu fazer uma adaptação completa para o Brasil. Isso significa que aqueles que não entendem o idioma bretão, ou simplesmente preferem ouvir tudo adaptado ao nosso, vão contar tanto com textos quanto falas em português.

Days Gone

Infelizmente, tal qual aconteceu com títulos como Detroit: Become Human, Days Gone ainda convive com a ingrata “data de lançamento” de “algum ponto de 2018”. Espero que, durante esse tempo, os desenvolvedores (e a equipe de marketing) me deem mais motivos para ficar empolgado com a nova aventura.

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Está ansioso para esse lançamento? Nós também!

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