Detroit: Become Human é um game sobre a importância das escolhas
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Detroit: Become Human é um game sobre a importância das escolhas

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Não há concorrência: o game mais testado (se não o mais esperado) da Sony na BGS 2017 é Detroit: Become Human, novo projeto da Quantic Dream. Após encarar uma longa fila para jogar o adventure, posso dizer que estou animado com o que vi até agora - mas ainda com um pé atrás.

Na demonstração, você assume a pele de um andróide encubido de lidar com a cena de uma situação com refens. A única coisa que você sabe é que o criminoso também é um androide e que ele está segurando uma pequena garota na mira de uma arma.

A partir desse ponto, cabe ao jogador decidir o que fazer, com a consciência de que o tempo está passando e não há muito tempo para investigações. A partir desse ponto, você pode observar o ambiente para entender o contexto da situação, partir para o confronto direto com o criminoso ou não fazer nada - a inação em si também é uma decisão.

História para jogar várias vezes

Em um mundo ideal, tudo isso fica claro ao jogar o game várias vezes e brincar com cada situação para descobrir o resultado final. No caso da BGS, consegui observar cada uma dessas possibilidades ao observar como cada pessoa estava jogando de maneira própria enquanto esperava por minha chance.

Detroit

Em minha experiência, ousei o pouco tempo disponível para investigar os ambientes e descobrir neles a chave para entender a situação. Não tive acesso a todas as pistas disponíveis mas, as que encontrei, foram mais do que suficientes para montar o quebra-cabeça e ter os argumentos que usaria em minha negociação (que, junto a uma escolha apropriada de opções de conversa, teve um desfecho bem-sucedido).

A experiência em si foi bastante satisfatória e mostrou que minhas decisões realmente tiveram alguma consequência no decorrer dos acontecimentos. Observando os demais jogadores, vi desde pessoas que falharam completamente (e o personagem controlado morreu) até aquelas que não convenceram o criminoso completamente e fizeram com que a vítima fosse morta.

Nesse sentido, Detroit: Become Human cumpre muito bem o papel de mostrar que suas decisões têm peso e podem proporcionar uma experiência de jogo bastante individual. No entanto, não deixei de me incomodar com o fato de que, a cada ação que eu fazia, era sempre informado se minhas chances de sucesso haviam aumentado ou diminuído através de um contador que surgia em destaque na tela.

Detroit: Become Human cumpre muito bem o papel de mostrar que suas decisões têm peso

O que tornou isso algo negativo, em minha visão, foi o fato de que há maneiras muito mais sutis de dizer ao jogador as consequências de suas ações. Frases construídas de forma diferente, entonação vocal ou simplesmente a postura corporal do androide revoltado seriam suficientes para isso, e me preocupa que a Quantic Dream tenha decidido seguir um caminho “mais preguiçoso”.

Mesmo com esse detalhe me incomodando, confesso que fiquei bastante intrigado pelo que David Cage está preparando para sua primeira obra inédita ao PlayStation 4. Resta esperar que o resultado final esteja mais próximo ao sucesso de Heavy Rain do que à pretensão nem sempre sucedida de Beyond: Two Souls.

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