Ao dispensar o Kinect, Microsoft quer melhorar o desempenho do Xbox One

Ao dispensar o Kinect, Microsoft quer melhorar o desempenho do Xbox One

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Ao que parece, o anúncio de que o Xbox One vai chegar às lojas em uma versão sem o Kinect vai um pouco além de uma simples questão estratégica para baratear o console e torná-lo mais competitivo. De acordo com a Microsoft, separar o sistema do periférico vai ajudar também a melhorar seu desempenho.

Em uma entrevista ao site Polygon, o vice-presidente corporativo de dispositivos da empresa, Yusef Mehdi, afirmou que essa medida vai permitir que a companhia utilize os recursos que era utilizados inicialmente pelo sensor para melhorar a performance do console em outras áreas.

Segundo Mehdi, o Xbox One possui uma espécie de reserva no sistema de processamento da GPU de 10% destinado ao Kinect e a algumas funções relacionadas, como a Snap. A ideia é que, com essa revisão na arquitetura do console, os estúdios tenham mais liberdade para trabalhar e decidir onde esse “extra” pode ser aplicado em seus jogos.

E a Microsoft já está conversando com vários desenvolvedores para saber como esse processamento adicional pode ser aplicado em um primeiro momento. De acordo com o vice-presidente, teremos mais informações sobre isso em breve.

Comprometimento com o Kinect

Embora o anúncio tenha praticamente colocado o novo Kinect para escanteio, Yusef Mehdi faz questão de deixar bem claro que isso não significa que a Microsoft vai deixar o acessório de lado. Segundo o executivo, a companhia vai continuar dedicada à visão de que o periférico é uma peça fundamental da experiência de nova geração imaginada pela empresa e que nenhum dos recursos destacados no lançamento será ignorado. Trata-se apenas de uma nova opção.

Além disso, ele afirmou que os consumidores que adquiriram o console “completo” poderão desfrutar de uma experiência Premium que somente quem contar com o sensor vai poder conferir. Tanto que é por isso que a Microsoft não planeja lançar nenhuma vantagem para os entusiastas.

Um mau negócio?

Se a Microsoft sabia que o Kinect consumia um porcentagem de processamento do Xbox One, por que ela insistiu em fazer com que o periférico fosse parte fundamental — e, por algum tempo, obrigatória — do sistema? Seria o sensor de movimento um mau negócio no fim das contas?

Na verdade, não. Embora essa seja a conclusão mais fácil de ser feita, ela ignora completamente o fator estratégico que é, de fato, muito importante. A empresa nunca tratou o console como uma supermáquina como muitos fãs gostam de pensar, mas como uma plataforma tudo em um e com várias funções exclusivas. Era uma plataforma diferente.

Desse modo, “sacrificar” parte do processamento que poderia ser usado em um jogo para beneficiar outras áreas que eram únicas do console é algo bastante lógico. Tratava-se de apostar em seu diferencial. Como apontamos na análise do One, a integração com o Kinect e a utilização de suas funções era realmente muito útil e o que diferenciava o sucessor do Xbox 360 de tudo aquilo que já tínhamos visto.

Isso não quer dizer que o Kinect era um “parasita”, como muita gente certamente vai pensar. A revisão na arquitetura vai apenas permitir que os jogos que não utilizem o acessório de maneira mais efetiva aproveitem parte desses recursos em algo mais vantajoso para o jogador, otimizando o desempenho geral.

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