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Diversidade racial e personagens autênticos podem beneficiar muito a experiência dos gamers

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Fonte: Divulgação/IGDA
A representação de diversidade racial e a inclusão de autenticidade nos personagens certamente proporcionarão aos jogadores uma experiência muito mais rica. Essa é a opinião das designers de video game, Mattie Brice e Toiya Kristen Finley, que deram uma palestra durante o painel organizado por Gavin Greene na IGDA Summit, que aconteceu nos dias 31 de julho e 1º de agosto, nos Estados Unidos.

Em outras palavras, a representação de uma minoria racial por meio de estereótipos demarcados não é um problema apenas pelo viés jurídico. Isso também limita a abrangência e as formas de experiência que os gamers podem ter durante a jogatina. “Muita gente por aí pensa que, para representar uma relação homoafetiva nos games, basta que você pegue um relacionamento hétero regular e troque uma das pessoas envolvida”, explica a dupla de designers.

Ao listar exemplos como as “minorias mágicas” (que sempre passam conhecimento especial de suas culturas ao protagonista), terroristas pardos (do Oriente Médio) e gangsters italianos, Finley afirma que essas representações passam imagens de personagens bidimensionais e pouco interessantes. Apesar de elas serem geralmente bem-intencionadas, essas propostas indicam falta profundidade e retiram a razão de ser objetiva das minorias.

De acordo com Brice, quando os desenvolvedores criam nuances entre diferentes tipos de personagens, isso permite que os jogadores consigam perceber a realidade dentro dos games através dos olhos de cada um deles. Além disso, também será possível entender as diferentes histórias, motivações e, principalmente, a troco de que cada uma das “minorias” foi representada.

A exemplo do Jogo do Ano de 2012

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Para exemplificar sua forma de raciocinar, Finley citou o personagem Lee, que encabeça a história da série de games The Walking Dead (da Telltale). Neste caso particular, Lee representava um personagem cuja origem racial e posição social contribuíram imensamente para a relação entre suas ações e seus motivos. É claro que todas essas informações foram entregues aos gamers em doses homeopáticas, deixando de lado a necessidade de trabalhar estereótipos.

“A existência de personagens mais autênticos levará as pessoas a achar os jogos mais interessantes”, afirma Brice, que conclui sua fala dizendo: “Eu posso ver pessoas de todas as localidades do mundo mais felizes com personagens mais próximos à realidade”. Vale lembrar que The Walking Dead é uma franquia premiadíssima de games, que abocanhou vários prêmios durante o ano passado, e que o TecMundo Games analisou todos os capítulos da série.

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