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DriveClub quase foi cancelado, mas viveu para ganhar novos vídeos e imagens

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Os donos do PS4 não veem a hora de colocar suas mãos em DriveClub. O game de corrida é um dos lançamentos mais aguardados para o console neste ano, prometendo trazer a diversão das pistas aliada aos visuais da nova geração. No entanto, por muito pouco, isso tudo não foi cancelado.

Em entrevista ao site VideoGamer, o diretor de design do jogo, Simon Barlow, contou que não esperava que a Sony aceitasse o adiamento do título e que quase todos na Evolution já estavam vendo o título como perdido.

Segundo ele, a versão que o estúdio tinha na época poderia ser lançada normalmente e que até poderia vender muito bem, mas estava longe da experiência prometida inicialmente. Barlow explica que a produtora nunca sofreu com problemas de atraso e que, por isso, eles tinham uma reputação a zela que impedia que eles liberassem algo considerado pela metade.

Por conta disso, quando a Evolution viu que era praticamente impossível atingiu o resultado esperado no prazo estabelecido, eles imaginaram que a Sony iria cancelar o projeto, uma vez que, para o diretor de design, é muito difícil encontrar uma distribuidora que ofereça esse espaço e esse tempo para que a equipe de produção possa fazer as coisas do jeito certo.

E o adiamento de quase um ano deu a DriveClub vida nova, uma vez que a desenvolvedora pôde melhorar vários aspectos visuais e de mecânica. Segundo Barlow, o jogo que eles tinham às vésperas do lançamento do PS4 era apenas uma sombra daquilo que temos hoje. Tanto que os jogadores poderão conferir vários recursos exclusivos que só foram possíveis graças ao tempo extra que os produtores tiveram para trabalhar no game.

Para mostrar que está tudo bem

Para celebrar que está tudo bem agora, nada melhor do que admirar tudo aquilo que a Evolution lutou para inserir em DriverClub. E o site PlayStation Access trouxe um vídeo com nada menos do que 20 minutos com entrevistas e cenas de jogabilidade do aguardado game.

Assim, se você não vê a hora de conferir como estão os carros e os cenários, eis uma não tão breve demonstração. E, além de ser possível tirar algumas dúvidas relacionadas à mecânica do título, ainda é possível dar uma rápida olhada nos menus e nas opções de personalização dos veículos.

A Sony também pegou carona nisso tudo e trouxe dois trailers inéditos. O primeiro é focado nas declarações dos desenvolvedores, enquanto o segundo já detalha um pouco o sistema de áudio — para a alegria dos apaixonados pelo ronco dos motores.

Para fechar o pacote, a Evolution liberou ainda nada menos do que 50 imagens do game, mostrando os carros e as pistas de praticamente todos os ângulos possíveis. E, pelo que podemos ver, o tempo extra realmente fez muito bem, já que tudo está incrivelmente bonito.

Por que 30 fps?

A notícia de que DriveClub, apesar de seus 1080p, rodaria a apenas 30 quadros por segundo deixou muita gente desanimada. Afinal, por que diabos o estúdio não trouxe mais estabilidade na imagem, mantendo a taxa em 60 fps?

Em entrevista ao site Eurogamer, o diretor do jogo, Paul Rustchynsky, contou que isso não foi possível porque, devido ao alto nível de detalhe introduzido, o PS4 foi quase que levado ao seu limite. Segundo ele, a Evolution trouxe os carros mais detalhados em um game de corrida.

O diretor explica que não há partes em 2D — aquele JPG nojento em determinadas superfícies — e nem sombras previamente renderizadas, fazendo com que tudo em DriveClub seja dinâmico. Com iluminação volumétrica, várias técnicas de anti-aliasing e vários outros detalhes técnicos para obter o melhor resultado visual, ficou praticamente impossível fazer com que o jogo mantivesse os 60 fps.

A polêmica das microtransações

Para finalizar, Rustchynsky comentou ainda sobre a polêmica envolvendo o uso de microtransações em DriveClub. Segunddo ele, o sistema não foi inteiramente compreendido pelo público e que ele não será algo problemático — ao contrário do que muita gente está julgando.

No game, você poderá desbloquear os carros disponíveis avançando nas corridas e ganhando níveis com sua fama ou simplesmente pagando por eles. Isso permite que você seja um piloto de nível 10, mas com um carro que só seria liberado quando você chegasse ao level 42.

Rustchynsky diz que não entende o porquê das reclamações, já que a Evolution utilizou o mesmo sistema de compras em MotorStorm RC, para Vita, e ninguém criticou o modelo adotado. Para ele, do jeito que está, as microtransações não atrapalham o jogo em nada.

O diretor afirma que o problema ocorre quando a possibilidade de comprar melhorias com dinheiro real afeta o design ou a progressão do game de alguma forma. Contudo, isso não acontece em DriveClub, até porque ele diz ser muito fácil evoluir no jogo — principalmente se você fizer parte de um Clube.

O curioso é que Rustchynsky conta que todo esse sistema foi pensado de modo que o jogador não optasse pela microtransação. Para ele, o ideal é que as pessoas aproveitem tudo o que o título tem a oferecer e cada coisa em seu tempo, principalmente porque os automóveis mais potentes exigem experiência para serem dominados. No entanto, ele sabe que há os apressadinhos e que a compra serve como uma ajuda para esse tipo de indivíduo.

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