Driveclub vs. Forza Horizon 2: faz sentido comparar?

Driveclub vs. Forza Horizon 2: faz sentido comparar?

Último Vídeo

Nós vivemos todos na era do “finque o seu pé em alguma coisa e defenda da forma mais ruidosa que puder”. Naturalmente, isso se estende de forma esplêndida por sobre toda a indústria de vídeo games, de franquias a desenvolvedoras, de publicadoras a plataformas. Entretanto, embora a utilização de parâmetros possa ser algo incrivelmente, saudável, os lados das “contendas” são, às vezes, escolhidos de forma bastante... Simplória.

Um exemplo? A comoção gerada no entorno do “embate” absolutamente  controverso entre Driveclub, da Evolution Studios, e Forza Horizon 2, da Playground Games. Fala-se de engines, joga-se no ringue termos em “tecnês” e jargões variados, provocando ataques e defesas que, em última análise, talvez não façam muito sentido.

Em poucas palavras? Trata-se de comparar uma “melancia” e uma “bicicleta” — em uma tentativa de definir qual dos dois seria mais adequado para voar. Vale até olhar isso mais de perto.

Mundo aberto vs. pistas fechadas

Conforme colocou o jornalista Giuseppe Nelva em artigo para o site DualShockers: “Para colocar de forma simples, antes de serem jogos de corrida, de um ponto de vista tecnológico, Forza Horizon 2 é um jogo de mundo aberto, enquanto que Driveclub é um título de corrida baseado em pistas fechadas“.

Parece pouca coisa? Bem, esse “simples” fato define pelo menos duas orientações de natureza tecnológica essenciais, as quais permanecem como baliza desde o início do desenvolvimento de um título.

Memória RAM ou HDD?

Basicamente, um jogo como Driveclub, por ser centrado em pistas definidas antes da jogatina, tem o invejável privilégio de poder carregar de antemão todas as texturas que vai precisar para compor o belo cenário que será visto em alta velocidade. Tudo é passado para a memória RAM — normalmente em longos carregamentos —, e desta para a GPU.

A mesma fórmula jamais poderia funcionar para Forza Horizon 2 por um motivo bastante simples: seria preciso carregar 32, 64 GB de dados — representando toda a área disponível de jogo — antes que você pudesse pisar no acelerador. Naturalmente, isso é completamente inviável e, dessa forma, um game de mundo aberto precisa depender do HDD para acessar às texturas e efeitos ligados a novas localidades.

Mas a velocidade ainda é necessária...

Entretanto, ao entrar em uma Ferrari, você não quer saber se o mundo é aberto ou fechado... Você quer ter uma sensação real de velocidade. No caso de um mundo aberto, o que sobre é o óbvio: compactar (reduzir a qualidade gráfica) das texturas, a fim de permitir o carregamento prévio a partir do disco rígido.

E a coisa complica ainda mais se você considerar a variedade de texturas que precisa ser carregada em um game como Forza Horizon 2. Diferentemente de Driveclub, é preciso haver na memória texturas visceralmente distintas — relativas às diversas partes do mapa prontamente acessíveis ao jogador... De forma que tudo precisa ser carregado e recarregado a todo o momento.

Portanto, vale retomar a pergunta: faz mesmo algum sentido comparar graficamente jogos tão incrivelmente distintos quanto Forza Horizon 2 e Driveclub? Se a sua resposta for positiva, eu gostaria de oferecer aqui uma bela melancia em troca por uma mountain bike — desde que a bicicleta esteja ainda com suas hélices inteiras, naturalmente.

Você sabia que o Voxel está no Facebook, Instagram e Twitter? Siga-nos por lá.