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E3 2013: nova geração e os planos da Ubisoft para o Brasil

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Movimentação no estúdio da Ubisoft era intenso

Repetindo o sucesso do ano passado, a Ubisoft foi um dos destaques desta E3. Com um stand bastante movimentado, a empresa chamou a atenção de todos ao trazer alguns títulos bastante aguardados para a atual e próxima geração. Afinal, quem não se empolgou com o anúncio de Tom Clancy's The Division ou não está contando nos dedos a data para a chegada de Watch Dogs?

Diante de todo esse apelo, decidimos saber quais são os planos da produtora para o Brasil, visto que ela apostou bastante no país nesses últimos anos e é uma das principais companhias a investir tanto em localização de seus jogos, com legendas e dublagem em nosso idioma, quanto em questão de preços. Por isso, deixamos a correria da E3 um pouco de lado para conversar com o sempre simpático Bertrand Chaverot, diretor da Ubisoft Brasil, para saber quais os planos e segredos da companhia em relação ao mercado nacional – e ainda descobrir que algumas novidades quentíssimas estão para chegar para os fãs de música.

TecMundo Games: Não é segredo para ninguém que a Ubisoft é um dos estúdios que mais investem no Brasil. Já temos vários jogos localizados, preços bem mais acessíveis e várias outras “regalias” que, há alguns anos, eram apenas um sonho. Mas o que podemos esperar para o mercado nacional para 2013?

Bertrand Chaverot: Como mostramos aqui [na E3], temos alguns grandes jogos para esse e o próximo ano, como Watch Dogs, Assassin’s Creed 4 e o novo Splinter Cell, e todos eles já com o tratamento adequado. Para mim, lançar um jogo em português, seja com legendas ou dublagem, já virou um padrão. Então você pode esperar algo parecido em títulos futuros e com a qualidade que já é conhecida.

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Além disso, queremos trazer mais coisas para o jogador brasileiro, mas nada diferente ou único. O Brasil merece um conteúdo igual ao de outras regiões e não ser tratado como diferente. Na Ubisoft, tratamos o mercado nacional como qualquer outro país grande – e isso vem dando muito certo.

Prova disso é que fomos além de video games e os resultados se saíram muito positivos. Quando lançamos os primeiros livros da série Assassin’s Creed, esperávamos vender cerca de 10 mil unidades e, no último balanço feito, já tínhamos superado a marca de 728 mil livros.

É claro que nem sempre acertamos e, de vez em quando, cometemos alguns deslizes. É o caso da fase de Assassin’s Creed 3 que se passa no país. Aquilo foi exigência minha e eles aceitaram, mas não saiu como deveria [por conta do tom caricato e estereotipado], e os fãs reclamaram. Os produtores assumiram o erro, pediram desculpas e vamos tentar novamente.

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Mas isso prova que o Brasil é realmente um mercado muito promissor, e queremos demonstrar isso de várias maneiras. Um exemplo disso é que os produtores de Just Dance [Véronique Halbrey e Alkis Argyriadi] visitaram o país e adoraram o que viram. Tanto que eles querem colocar uma música brasileira no próximo Just Dance.

BJ: E você pode dizer qual é?

Chaverot: Infelizmente não posso contar (risos). Estamos na reta final para assinar o contrato e em breve divulgaremos qual será. Mas posso dizer que vocês vão gostar bastante da cantora escolhida.

BJ: E sobre a nova geração? PlayStation 4 e Xbox One são o foco desta E3, então o que podemos esperar da Ubisoft nesse sentido?

Chaverot: A Ubisoft sempre amou a nova geração! (risos) Fomos um dos estúdios que mais apoiaram o Wii U trazendo lançamentos exclusivos, como Just Dance, Assassin’s Creed 3 e Zombi U. E, para os próximos consoles, vamos continuar com essa política, principalmente ao focarmos em franquias inéditas.

Como você viu no stand, temos Watch Dogs, Tom Clancy’s The Division e The Crew – meu favorito – já planejados para a próxima geração e ainda vamos trazer muito mais. Basta olhar para trás e ver quantas novas IPs trouxemos nos últimos anos e comparar com outras empresas para perceber o quanto apostamos em novas ideias.

 BJ: Como mencionei antes, a Ubisoft é uma das empresas que tenta trazer um preço mais acessível ao jogador brasileiro, como Assassin’s Creed 3 por R$ 159. Qual o segredo? Como vocês conseguem fazer algo que muitas outras companhias dizem não ser possível?

Chaverot: É simples: nós acreditamos no Brasil e em nosso jogo. Confiamos no produto e diminuímos a margem de lucro para tornar o game mais acessível. Isso faz com que o retorno venha pelo volume e todos saem ganhando.

E isso é apenas uma das bases que fazem parte da estratégia da Ubisoft no país. Além de buscar os melhores preços e de pensar em um lançamento local para nossos jogos, ainda investimos forte em interação com a comunidade via redes sociais. Nossos perfis no Facebook e Twitter estão ali não apenas para vender nosso produto, mas para mostrar que estamos ali para comentar o que está acontecendo e ouvir o que o consumidor tem a dizer.

O resultado disso é igualmente positivo. Já são mais de dois milhões de usuários acompanhando nossa página e curtindo nossas publicações, o que mostra um engajamento incrível.

BJ: Por fim, a pergunta que você mais deve ter ouvido nesses últimos anos: quando teremos um assassino brasileiro?

Chaverot: Acho que isso você tem de perguntar para o produtor do jogo. Quer que eu o chame? (risos) A verdade é que Assassin’s Creed sempre se passa em um período importante da história do mundo. Dessa vez [em Black Flag], contaremos a história dos piratas. E como boa parte do jogo se passa nos mares do Caribe, quem sabe não teremos um navio passando pelo Brasil? 

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