EA diz não querer fazer qualquer comentário político em Battlefield 5

EA diz não querer fazer qualquer comentário político em Battlefield 5

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Desde que foi anunciado, Battlefield V foi alvo de polêmicas, possíveis divergências históricas surgiram, mas eventualmente o título prosseguiu. Só que agora, a EA e a DICE deram mais uma vacilada ao adicionar um novo personagem no modo online que é apresentado como nazista, mas na vida real não era, fazendo com que a empresa precisasse se desculpar e, novamente, trocar os pés pelas mãos na hora de fazer isso.

Tudo começou quando a EA anunciou uma nova skin para um soldado Elite, chamado WIlhelm Franke. No trailer de apresentação, ele aparece como um nazista impiedoso, e que poderia ser adquirido através de microtransações. É válido lembrar que normalmente, jogos que se passam durante a Segunda Guerra Mundial, ao representar soldados nazistas e colocá-los no controle do jogador, fazem isso como mecânica de alguma fase, e não como uma escolha deliberada.

Os problemas aumentaram quando jornalistas notaram que o nome de WIlhelm Franke estava sendo usado de maneira errada, já que ele foi um professor que na verdade lutou contra os fascistas, como um soldado da resistência em Dresden. Isso era mais um furo no "trabalho de retratar a história" que a EA e a DICE afirmaram ter feito em Battlefield 5.

Em um comunicado, a EA disse o seguinte:

"Nós tomamos conhecimento que o nome de um dos nossos Elite, Wilhelm Franke, tem o mesmo nome de um soldado da resistência da Alemanha na Segunda Guerra Mundial. Nós queremos pedir desculpas, já que certamente não queríamos desrespeitá-lo. Iniciamos o proceso de mudar o nome do soldado no jogo."

Escolhas polêmicas do que não mostrar no jogo

Até aí, tudo bem, mas a EA afirma que o soldado mostrado no trailer acima, claramente um nazista, não é um nazista, mas só um combatente alemão, como vários outros que existem no game. Os personagens usam a cruz de ferro, utilizada por soldados alemães, mas também por nazistas na Segunda Guerra Mundial.

Só que a EA e a DICE optaram por não incluir referência ao nazismo em Battlefield 5, como menções a Adolf Hitler ou suásticas, mesmo isso sendo historicamente impreciso. A empresa diz que o soldado Elite não é um nazista e que a empresa se reserva a não fazer "nenhum comentário político em relação a Segunda Guerra Mundial" em Battlefield 5, explicando a ausência dos símbolos nazistas.

O problema é que, ao remover os símbolos historicamente conhecidos e usados pelo exército nazista na Segunda Guerra, a EA vai contra o seu discurso de que Battlefield 5 seria o jogo mais preciso historicamente, além de estar fazer uma escolha política, já que outros títulos, como Wolfenstein, mostram explicitamente essas insígnias e colocam o exército nazista como o mal que deve ser combatido.

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