EA fala sobre microtransações e diz que não quer sacanear jogadores

EA fala sobre microtransações e diz que não quer sacanear jogadores

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As políticas da EA quanto a DLCs e microtransações sempre foram questionáveis. Sem medo de cobrar dos jogadores por conteúdos adicionais, a publisher defende sua posição no mercado e dá um panorama do cenário mobile, em que as compras in-game rolam soltas.

A empresa está propositadamente fazendo jogos com microtransações, inscrições pagas e programas de expansão – vide Star Wars Battlefront, que tem um Season Pass caríssimo – para, segundo ela, “manter as pessoas jogando o maior tempo possível”, mas ao mesmo tempo quer evitar os “jogadores caça-níqueis”. Blake Jorgensen, um dos executivos máximos da empresa, falou sobre o assunto durante uma conferência em São Francisco, nos EUA.

Perguntado sobre a política de microtransações e serviços baseados em inscrições da EA, Jorgensen disse que as discussões em torno de monetização acontecem após novos recursos aparecerem no mercado. “Nossas equipes de games sempre pensam no modelo de engajamento que sustenta o consumidor para realmente entretê-lo por um longo período de tempo. Ao se pensar nisso, não se trata de economia, na verdade; ela vem depois. Pode haver múltiplos modelos e formas de engajar as pessoas”, opinou.

O executivo exemplificou a prática com o modo Ultimate Team de Madden, dizendo que essa nova opção – que permite aos gamers rascunhar times e pagar a jogadores com dinheiro do mundo real – se tornou um sucesso amplamente difundido ao manter os usuários engajados no game por um ano em vez de meses. “O que queremos é dar ao consumidor um grande valor a seu dinheiro e mantê-los profundamente engajados em algo que eles amam fazer”, contou.

Tudo se trata de “engajamento”

Em seus dizeres, Jorgensen usou e abusou do termo “engajamento” para justificar as atuais políticas e práticas de mercado da EA. “A maneira fundamental com que nós, enquanto organização, pensamos [sobre microtransações e inscrições] gira em torno de engajamento. Como engajamos o consumidor pelo maior tempo possível? Nos métodos antigos, as pessoas jogavam Madden por alguns meses e depois paravam de jogar. Quando o Super Bowl terminou, eles se foram. Hoje, com o Ultimate Team, eles ficam engajados por 12 meses até que se inicie uma nova temporada”, explicou.

O Ultimate Team é um recurso aplicado também na franquia FIFA. Só no último trimestre da EA, a receita gerada a partir desse modo cresceu 64% e engordou os cofres da publisher.

E o cara que não curte essas práticas?

O executivo também falou sobre o outro lado da moeda: o cara que não curte essas práticas, seja num console doméstico/PC ou num contexto mobile.

“Eu acho sim que há uma parcela de consumidores cansados, sentindo que estão sendo sacaneados o tempo todo. E muitos jogos mobile não permitem que você se divirta a menos que pague. Então estamos observando novos modelos para tentar facilitar essa parcela. Alguns métodos podem vir em forma de inscrições, mas outros podem aparecer de maneiras simplesmente diferentes para sustentar um jogo por mais tempo de maneira que ninguém se sinta sacaneado”, explicou.

Muitos jogos mobile da EA são free-to-play, mas alimentam sua existência com microtransações. Enquanto isso, os jogos para consoles e PC seguem um modelo que mistura microtransações e expansão pagas, a exemplo do já citado Star Wars: Battlefront e tantos outros.

O que você acha das políticas da EA com relação a microtransações e expansões que “completam” o jogo? Discuta no Fórum do TecMundo Games.

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