Engine de COD ainda é usada para fazer Black Ops 3

Engine de COD ainda é usada para fazer Black Ops 3

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É isso mesmo que você entendeu: Black Ops 3, novo título de uma das franquias mais bem-sucedidas da história dos video games, foi desenvolvido usando a mesma engine utilizada para dar vida ao longínquo Call of Duty, seu antepassado natural.

A maioria dos gamers sabe que Call of Duty foi feito usando o motor id Tech 3, famoso por ter gerado também o clássico Quake 3: Arena. O que pouca gente leva em conta é que uma engine não é apenas um sistema estático para criar jogos, mas sim um processo complexo que vai sendo adaptado às novas tecnologias para fornecer sempre melhores gráficos, física, jogabilidade etc.

Exatamente por causa dessas revisões e upgrades feitos em um desses softwares que é complicado afirmar que exista de fato uma “engine do COD”. De lá para cá, praticamente tudo foi alterado, e a própria ideia de que ainda exista alguma linha de código de Quake 3: Arena perdida no meio de tanta informação nesse framework é encarada com muito ceticismo, apesar de não ser impossível.

Quake 3: Arena

Afinal, o que é uma engine?

De acordo com Dan Bunting, diretor de multiplayer de Black Ops 3, “Engines de games são interessantes, pois as pessoas costumam falar delas como se fossem um produto singular sobre o qual o jogo é desenvolvido. Na verdade, elas são coleções de tecnologias que possuem uma arquitetura bem básica e fundamental”. É claro que o núcleo de tudo é feito sobre a arquitetura original desse motor, mas devemos entender que todos os jogos que estão no mercado hoje foram construídos a partir de uma linhagem de recursos que vem sendo desenvolvida há muito tempo através de softwares anteriores e inferiores.

A complexidade desses sistemas vai longe, bastando notarmos que, para cada título da franquia Call of Duty, incluindo as séries spin off Modern Warfare e Black Ops, houve uma melhoria grandiosa nessa engine. A variação é tanta que, na verdade, podemos considerar que cada pequeno componente de um jogo é desenvolvido por um motor diferente, específico para aquela aplicação. A junção de todas essas tecnologias criadas ou melhoradas por um estúdio desenvolvedor de games é o que se pode chamar popularmente de “engine”.

Call of Duty

Criando novidades

Para se ter uma ideia do que como essa “evolução” funciona, podemos pegar como exemplo o próprio Black Ops 3 e as mudanças que tiveram que ser feitas em sua engine a partir do que foi utilizado na criação de Black Ops 2. Além do motor de gráficos ter sido totalmente renovado, incluindo todo o sistema de renderização, o modo como a inteligência artificial do jogo funciona também foi refeito para fazer jus à nova geração de consoles, muito mais inteligente e realista.

Tudo é criado com muito cuidado e com muita atenção aos detalhes para que o produto final seja o melhor possível, incluindo a capacidade de resposta de um jogo que depende de escalas de milissegundos. Apenas assim é possível agradar às legiões de fãs superexigentes que estão sempre de olho naquilo que é feito pelas empresas desenvolvedoras de jogos de video game.

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Enfim, podem ficar tranquilos! Black Ops 3 tem lançamento previsto para 6 de novembro de 2015 e deve suprir todas as expectativas, mesmo sendo feito com uma engine de origem tão antiga. Afinal, com toda a modernização e tecnologia envolvidas nesse processo, só temos a ganhar com tanta experiência acumulada.

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