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Entre empolgação e receio, indies opinam sobre a nova política da Microsoft

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Depois de mais uma reviravolta, a Microsoft anunciou sua nova política de publicação para jogos independentes no Xbox One. Como você viu ontem, a empresa voltou atrás (mais uma vez) no que havia sido dito e revelou que os desenvolvedores indies não só poderão autopublicar seus games e que também poderão usar o console como um kit de desenvolvimento, permitindo que qualquer pessoa possa ser um produtor de conteúdo. Mas o que eles estão achando disso tudo?

Em seu perfil no Twitter, a Curve Studios — responsável por Stealth Inc. e Lone Survivor, ambos disponíveis nos consoles da Sony — demonstrou bastante empolgação com a novidade, descrevendo a nova política como algo incrível. Ainda na mensagem, o estúdio comenta que essa mudança só aconteceu graças à pressão que o público e os demais desenvolvedores fizeram sobre o One.

Além disso, a Curve comenta que não bastam apenas políticas e uma facilitação na forma de desenvolvimento, uma vez que o que é realmente importante é o relacionamento da Microsoft com os desenvolvedores — algo que, aos poucos, está mudando para melhor.

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Já o criador de Retro City Rampage, Brian Provinciano, se mostra um pouco mais cauteloso com a novidade. Em entrevista ao site Engadget, ele explicou que, apesar de o anúncio de ontem ter sido uma coisa incrível, ainda não se trata de algo equivalente ao que outras plataformas oferecem. Ele compara a situação com o PlayStation 4, explicando que a Sony permite que qualquer desenvolvedor possa ir ao centro do sistema para aproveitar todo o seu poder, o que faz com que qualquer indie tenha praticamente os mesmos recursos de um jogo AAA, seja em termos de desenvolvimento e também de lançamento.

A principal reclamação de Provinciano em relação ao Xbox One é que a revisão na política serve como uma estratégia da Microsoft para atrair os produtores independentes também para o Windows 8 e que, com isso, não será possível aproveitar tudo o que a plataforma tem a oferecer.


O criador do bizarríssimo Octodad: Dadliest Catch também prefere aguardar um pouco, principalmente para saber como a fabricante vai lidar com a divulgação. Como a Microsoft já havia mencionado que não haveria distinção entre jogos AAA e indies dentro da Live, Philip Tibitoski explica que o ideal é esperar para saber como esses títulos serão apresentados ao público em termos de organização ou divulgação.

Por fim, Rami Ismail comenta que é melhor esperarmos até a Gamescom para tirar qualquer conclusão. Como a empresa prometeu trazer detalhes durante o evento que acontece em agosto, o produtor de Ridiculous Fishing diz que ainda é muito cedo para dizer se a Microsoft vai seguir a liberdade proposta pela Sony com o PS4 ou se, ainda assim, há algum tipo de limitação para a indústria independente.

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