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Entrevista: designer chefe de AC Unity fala sobre o jogo [vídeo]

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Um dos títulos mais esperados do momento para a geração mais recente de consoles, Assassin’s Creed Unity promete trazer novidades para a série ao mesmo tempo em que volta às suas origens. Tudo isso em meio ao contexto pra lá de sangrento da Revolução Francesa, período histórico em que o uso da guilhotina se tornou um tanto, digamos, popular.

Para falar um pouco mais sobre o processo de desenvolvimento do jogo, o lead game designer Benjamin Plich veio até à BGS 2014 – e é claro que o BJ não ia perder a oportunidade de conversar com ele sobre o game. Segundo ele, a equipe responsável pelo game na Ubisoft nunca teve a intenção de fazer um título sangrento, mas a necessidade de ser historicamente precisos e a realidade da Paris revolucionária fizeram esse clima violento aparecer naturalmente.

Unidos venceremos

Ao mesmo tempo em que as cabeças rolavam – literalmente –, um dos motes do período retratado em Unity é justamente a união entre aquele que lutam por uma causa. Isso, de acordo com Plich, é o que motiva o foco do jogo em um modo multiplayer mais cooperativo. “Colocar competição no meio disso não se encaixaria com a história e com o que queríamos dizer com a Irmandade de Paris”, explica.

Ainda assim, o designer ressalta que a ideia nunca foi fazer de Unity um título que só possa ser jogado em grupo. Todas as missões do jogo podem ser jogadas por conta própria, caso o jogador assim prefira. “Podemos dizer que 100% do jogo pode ser terminado no modo single player e 30% dele pode ser compartilhado com seus amigos”, reforça.

O sobe e desce da vida

Uma das grandes novidades de Assassin’s Creed Unity é a mudança do mecanismo de parkour com a inserção de botões dedicados para a subida e a descida dos prédios. Segundo Plich, a alteração é algo que os fãs vinham pedindo há muito tempo. Além disso, os grandes prédios de Paris – com escala de tamanho real – tonavam necessário que houvesse formas rápidas para que fosse possível descer rapidamente sem ter que colocar pilhas de feno pena cidade inteira.

O designer ainda diz que Unity representou a primeira oportunidade na série Assassin’s Creed em que a equipe conseguiu realizar tudo aquilo que desejava no jogo – o que só foi possível graças ao poder dos novos consoles. Um desses feitos foi a criação do chamado “ecossistema de multidão”, proporcionando vida própria aos personagens que povoam Paris.

“Isso significa que, mesmo sem estar envolvido, o jogador pode só assistir enquanto as pessoas estão virando amigas, conversando, ou de vez em quando brigando, atraindo os guardas. Então é tudo muito crível. É como um ecossistema que respira e tem vida própria que nós criamos. Usamos muita memória para a IA e tudo mais, e isso é algo que não podíamos fazer antes”, diz Plich.

Cada caso é um caso

A respeito da parte moderna do jogo, Plich disse não poder revelar muitos detalhes. Ainda assim, ele explicou que os jogadores voltarão a ver o mundo por seus próprios olhos, sem depender de um protagonista como Desmond. No entanto, a experiência deve ser diferente da vista nos títulos anteriores e você terá de atuar como um informante para a ordem dos assassinos.

Questionado a respeito das declarações do designer Nicolas Guérin de que a indústria de jogos estaria desistindo do padrão de 60 fps, Plich afirmou que um jogo do tipo de Assassin’s Creed não precisam ter essa taxa de quadros em todos os momentos. Ainda assim, ele ressalta que essa escolha não foi feita por conta a dificuldade de se atingir esse padrão.

“Não é como um jogo de tiro ou um game de luta onde você tem que jogar quadro a quadro. Não acho que a indústria esteja fugindo dos 60 fps porque é difícil demais, porque certamente tem muitos jogos como games de tiro, como Rainbow Six e esse tipo de jogo. Os shooters realmente precisam ser muito precisos. Em um tipo de ação e aventura com mundo aberto, como Assassin’s Creed, não acho que isso acrescentaria ainda mais”, conclui.

Confira a entrevista completa no vídeo acima e deixe sua opinião nos comentários. Assassin’s Creed Unity chega em novembro para o PlayStation 4, Xbox One e PCs.

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