ESA repudia ataques e ameaças a mulheres que fazem parte da indústria

ESA repudia ataques e ameaças a mulheres que fazem parte da indústria

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A Entertainment Software Association (ESA) se posicionou publicamente nesta quinta-feira (16) contra as ameaças de agressão física e o assédio que estão se tornando elementos comuns da indústria de video games. Em uma matéria produzida pelo Washington Post, a associação se posiciona contrariamente às ameaças feitas contra mulheres como Zoe Quinn e Anita Sarkeesian.

“Ameaças de violência e assédio são erradas. Elas têm que parar. Não há lugar na comunidade de video games — ou em nosso sociedade — para ataques e ameaças pessoais”, afirmou um representante da ESA. A declaração surgiu logo após a Utah State Univesity se ver vítima de uma ameaça de atentado após anunciar a participação de Sarkeesian em um evento.

Sarkeesian se tornou conhecida pela série “Tropes vs. Women in Video Games” na qual analisa a representação pouco elogiosa e até mesmo degradante que mulheres recebem no mundo dos jogos eletrônicos. Embora já tenha sido vítima de críticas e assédio no passado, recentemente ela se viu forçada a abandonar sua casa após sofrer ameaças de morte de uma pessoa que conhecia seu endereço.

Ameaças que se repetem

A organização da GeekGirlCon, ocorrida no último final de semana, confirmou que também foram feitas ameaças relacionadas à aparição de Sarkeesian no evento. “A GeekGirlCon estava ciente das ameaças e trabalhou junto com as autoridades e com Anita”, afirmou um porta-voz ao site Polygon. “Nossa maior prioridade é fazer uma convenção segura e divertida para todos os nossos atendentes, contribuintes e voluntários”, complementou.

A situação se tornou conhecida pela mídia tradicional graças ao GamerGate: sem uma liderança ou um manifesto bem definido, o movimento se baseia na alegação de que a imprensa especializada em jogos é corrupta e na defesa do “gamer” tradicional. A campanha também possui ligações com o assédio e ameaças sofridas por Zoe Quinn, criadora de Depression Quest e Briana Wu, da Giant Spacekat, entre outros — incluindo membros da indústria que se posicionam contra o movimento e, por isso, foram apelidados de “Social Justice Warriors”.

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