Evolve: desenvolvedora avalia a fase Beta e divulga infográfico

Evolve: desenvolvedora avalia a fase Beta e divulga infográfico

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Uma fase Beta não deve ser um período de aprendizado e experimentação apenas para jogadores, é claro. De fato, é nesse momento que as desenvolvedoras aproveitam para dar os últimos ajustes, apertar as últimas porcas e tal. E isso não foi diferente com Evolve, naturalmente.

Após a recente fase de testes aberta, a Turtle Rock resolveu promover uma autoanálise de desempenho, cujo resultado pode ser encontrado no site oficial do game. Basicamente, em se tratando de um título focado no multiplayer dividido em equipes/personagens, a “busca de equilíbrio” se torna um mantra — tudo para refinar a experiência, preparando Evolve para o seu lançamento definitivo.

O número de partidas surpreendeu

A Turtle Rock esperava um bom número de jogadores para a fase Beta de Evolve, mas, aparentemente, nada que se aproximasse dos números ao final. “O tempo de duração média de uma partida foi de 10 minutos”, compartilhou o diretor do game, Chris Ashton, na referida publicação.

“Durante a Beta, eu estava revendo a telemetria e eu via os números saltarem para 10 mil partidas”, continuou. “A ideia de que 2 milhões de partidas foram disputadas até o final da fase de testes realmente me deixou atônito.”

Reformulações de matchmaking

Sistemas de matchmaking (em que são formadas as equipes em ambiente online) normalmente são uma das pedras no sapato de desenvolvedoras que apostam em formatos como o de Evolve. No caso da Turtle Rock, entretanto, os resultados parecem ter revelado algo já bastante funcional — embora ainda haja espaço para melhorias.

“Nós fizemos alterações no matchmaking entre a fase Big Alpha e a fase Beta, e pudemos confirmar que está tudo funcionando bem”, disse Ashton. “Não há mais jogadores de nível 20 combatendo contra jogadores de nível um; as estatísticas mostraram um bom equilíbrio.” Não obstante, a desenvolvedora afirma que ainda “apara algumas arestas” do sistema.

“Em algumas situações, o jogo ainda tenta colocar jogadores em partidas concluídas ou remanejá-los para embates em que não há mais espaço — de forma que isso precisa ser ajeitado para o lançamento”, concluiu o desenvolvedor.

Equilíbrio entre Hunters e Monsters

De acordo com a Turtle Rock, o equilíbrio entre os dois exércitos disponíveis em Evolve experimentou um salto considerável desde a primeira fase Big Alpha do título. “Nós esperávamos que o equilíbrio fosse bom, mas os números ficaram mais próximos do que nós pensávamos que era possível”, disse Ashton.

Os tais números revelam, e fato, que os Hunters ganharam as partidas durante a fase Beta com uma margem de apenas 1,5% — com 51,5% das vitórias contra 48,5% dos Monsters. “Isso é algo impressionante para qualquer jogo multiplayer, sobretudo um que é completamente assimétrico”, comentou Ashton. “Nós não poderíamos estar mais felizes com esses resultados.”

Não que o equilíbrio tenha sido uma busca prioritária do estúdio em algum momento, é claro. “Para ser sincero, quando começamos a desenvolver [Evolve], nós realmente não chegamos a pensar a respeito do equilíbrio. Era apenas parte do trabalho”, disse Ashton.

O diretor reorçou que a diretiva sempre foi o “fator de diversão” — embora alguns elementos isolados, como o personagem Kraken, tenham de fato se tornado sensivelmente mais equilibrados na fase Beta. “Ele era muito forte durante a fase Big Alpha, então nós fizemos alguns ajustes, e a segunda fase de testes confirmou que nós acertamos. Ele ganhou 52% das partidas que disputou.”

O debute de Wraith

Diferentemente dos demais monstros, Wraith apareceu pela primeira vez durante a fase de testes Beta de Evolve — de maneira que, o estúdio reconhece, ainda são necessários alguns ajustes. “Esse foi o primeiro período de testes grande, e ela com 71,1% de vitórias” — um tanto “desequilibrado”, portanto.

“Nós fizemos alguns ajustes, e esperamos lançar o jogo com todos os três monstros vencendo próximos da marca de 50%”, diz Ashton, reforçando que a equipe não teria conquistado isso “sem a ajuda da comunidade” de jogadores de Evolve.

Entre as principais alterações, Wraith agora não poderá mais se teletransportar enquanto estiver utilizando seu modo de ocultação — caso o tente, o modo de ocultação desaparece imediatamente. “Isso significa que, quando ela está camuflada, ela provavelmente não vai muito longe, o que deve servir para que jogadores mais habilidosos tracem estratégias, como cortar o movimento antes do teletransporte.”

“Mudanças são parte do processo”

Com os canais de distribuição e atualização atualmente disponíveis, seria difícil dizer que um título está realmente “concluído” — principalmente quando se trata de uma proposta focada no multiplayer online. E com Evolve não deve ser diretente. “Para a Turtle Rock, essas mudanças são parte normal do processo”, disse Ashton.

“Nós fazemos ajustes contínuos nos jogos, e, de fato, é o que temos feito durante os últimos quatro anos”, acrescentou o desenvolvedor. “O que é preciso manter em mente é que essas mudanças são coisas incrivelmente simples de se fazer.” Isso porque, basicamente, “noventa por cento” das alterações não envolvem mais do que uma rápida alteração de um arquivo. “Nós sempre podemos voltar caso algo não funcione bem.”

Evolve tem uma proposta relativamente simples: quatro caçadores são incumbidos de varrer formas de vida hostis que povoam planetas inóspitos. Cada qual com uma função razoavelmente específica — há as classes Medic, Assault, Support e Trapper —, a ideia é caçar uma terrível abominação que “evolui” (sim, é daí o nome) constantemente, até se transformar em um verdadeiro pesadelo ambulante.

O título tem lançamento previsto para o dia 10 de fevereiro, incluindo versões para PC, PlayStation 4 e Xbox One.

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