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Ex-funcionário da Konami enfrentou depressão após maus bocados na empresa

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Grosseria. Um ato que pode ser tão repudiável quanto um apocalipse. E deve ter sido esse fim de mundo que um ex-funcionário da Konami enfrentou após ter sido grosseiramente abordado por seu chefe e passado por maus bocados na empresa. Em uma entrevista ao Asahi News, um dos maiores veículos de imprensa do Japão, o homem, entre seus 40 e 50 anos de idade, revelou que o fato o fez enfrentar depressão e ficar quase dois anos sem sair de casa.

O veículo informa que o ex-funcionário atuou no setor de desenvolvimento de games da Konami. Ao final de 2010, seu chefe o teria abordado bruscamente e pedido que fosse ao “Centro de Desenvolvimento de Carreira” da companhia. No momento do encontro, o ex-funcionário ficou chocado com o que o diretor de recursos humanos supostamente disse a ele: “procure um novo emprego”. Não com essas palavras: o diretor deixou a ideia nas entrelinhas.

Os dizeres teriam sido os seguintes: “Se você está procurando por um trabalho dentro da empresa, então o colocarei como auxiliar na produção de máquinas pachinko [máquinas com jogos de azar que se assemelham a um cruzamento entre pinball e slot machine] até que você encontre algo. Se estiver procurando um trabalho fora da empresa, você terá um acordo empregatício em contrato de três meses. Ele não será renovado.”

Fonte: Reprodução/Diário Catarinense

O balanço que se faz é que o ex-funcionário estava atuando normalmente em seu departamento até ter recebido essa abordagem, digamos, “indireta”, com um claro intuito de realocar o homem a outro setor que nada tinha a ver com a sua rotina. Não se sabe o motivo dessa realocação – se foi por um eventual mau desempenho ou não. Ou seja, vejam o deslocamento: o cara atuava no setor de desenvolvimento de jogos e passaria a montar máquinas de azar.

Eis que o ex-funcionário decidiu ficar na Konami e aceitar sua nova condição. Seu trabalho era desmontar máquinas pachinko velhas, ou seja, o ex-funcionário trocou os computadores e a programação por chaves de fenda e parafusos. Naturalmente, ele não se adaptou à nova mão de obra e encerrou suas atividades na Konami.

Após o ocorrido, o ex-funcionário enfrentou um período de depressão e ficou um ano e oito meses sem sair de casa. Teve problemas de saúde e se recuperou no final do ano passado. Ele teria começado a procurar emprego em janeiro deste ano, mas disse que as entrevistas ficaram bem complicadas, pois todos perguntam o que ele fez durante esses dois anos “em branco” no currículo.

O site Asahi divulgou uma foto do ex-funcionário com seus supostos remédios antidepressivos:

Fonte: Reprodução/AsahiIntrigante, não?

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