Como nos filmes: confira o processo de criação da história de Uncharted 4

Como nos filmes: confira o processo de criação da história de Uncharted 4

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Com as plataformas de jogos ficando progressivamente mais avançadas a cada geração – seja nos consoles ou nos PCs –, os próprios games começaram a adquirir uma complexidade digna de filmes ou livros. Sendo assim, nada mais natural que os roteiros se tornassem uma parte importante para criar a experiência adequada ao público. A Naughty Dog leva o recurso muito a sério, e, para desenvolver a trama de Uncharted 4: A Thief's End, reuniu um time de primeira com o objetivo de elevar a qualidade da franquia a um novo patamar.

Nas três incursões anteriores da série, a história ficou praticamente toda nas mãos de Neil Druckmann, diretor criativo do estúdio. Ele também foi responsável por trazer à vida o mundo de The Last of Us e, vindo dessa obra-prima, preferiu contar com alguns colegas para o novo projeto. O primeiro nome a se juntar a Druckmann foi Josh Scherr, que trabalhou por anos no setor de animação da desenvolvedora e faz sua estreia como escritor no futuro game de Uncharted.

O outro colaborador é Tom Bissell, jornalista, crítico de games e escritor. Ele chegou a prestar serviços para jogos como Gears of War: Judgment e The Vanishing of Ethan Carter, sendo contratado pela Naughty Dog como um roteirista terceirizado. Segundo Druckmann, a experiência de ter outras pessoas para dividir o árduo trabalho de desenvolver a trama é ótima, permitindo compartilhar e balancear o trabalho criativo.

Um dos exemplos disso é que o diretor reconhece que tem um estilo mais sombrio e pesado, que precisa de um contraste para funcionar bem. Nesse ponto, a ajuda de Scherr é fundamental, já que ele é especialista em quebrar situações com momentos e falas engraçadas. O recurso do humor acaba sendo usado pelo protagonista da franquia, Nathan Drake, para se acalmar durante os momentos mais tensos da jogatina – ou trazer naturalidade a algumas cenas.

Senta que lá vem história

Na entrevista dada para o site Game Informer, Druckmann também fala sobre o seu processo de criação para os games. Para ele, a base de tudo é “uma história simples com personagens complexos”, fazendo com que a interação entre as pessoas dentro do jogo sejam o verdadeiro motor da narrativa. De posse do básico, ele separa tudo em miniarcos de história e começa a escrita pelo meio.

Mas, como assim, “pelo meio”? Segundo o profissional, essa é a parte mais recheada de momentos memoráveis para o jogador, guardando o grosso da experiência. É o meio que prepara tudo para o clímax no final, e é o meio que entrega para o público o que foi prometido no início da jogatina. O começo do game, aliás, com seus tutoriais e fundamentos é uma das últimas coisas a dar as caras na produção – principalmente devido à sua complexidade técnica.

Sobe a diferença entre escrever histórias e contá-las de fato, Druckmann explica que nem sempre o que foi escrito de forma magistral no papel se torna uma boa cena na prática. Assim como em filmes, é preciso gravar e regravar constantemente a performance dos atores, mexendo no roteiro ou na interpretação para que tudo seja contado de modo adequado. É preciso ter uma visão geral do significado da trama para fazê-la funcionar.

Uncharted 4: A Thief's End é um jogo exclusivo para PlayStation 4 e está programado para chegar ao console ainda este ano, mas ainda sem uma data específica.

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