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Free-to-play não é um modelo mágico, comenta produtor de Wildstar

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Quando se trata de ganhar dinheiro com um game MMO, o sistema free-to-play – ao contrário do que muitos pensam – pode não ser a opção mais lucrativa para uma produtora. Em entrevista para a PCGamesN, o produtor de Wildstar, Jeremy Gaffney, levantou que o ganho monetário é algo relativo para os títulos que exploram esse segmento.

“Jogos que parecem muito sucedidos no modelo free-to-play podem ou não dar lucro”, comenta o representante da Carbine Studios, acrescentando que games MMO por assinatura podem ser mais rentáveis para a empresa que o produz. Para exemplificar, ele compara seu antigo título, City of Heroes, com o recente Guild Wars. “Se 200 mil assinantes pagarem mensalmente 15 dólares, isso gera tanto dinheiro como vender 6 milhões de cópias.”

O produtor traz ainda a questão da variação de lucro: enquanto por volta de 1% dos jogadores investem muito em um modelo gratuito, 80% da comunidade joga absolutamente de graça. Essa diferença, segundo ele, não é algo favorável para as publicadoras.


Um sistema misto

A solução encontrada por Gaffney em Wildstar foi misturar um pouco do free-to-play com o pagamento mensal. Assim, o game utiliza um modelo básico de assinatura, apesar de dar ao jogador a possibilidade dele não pagar em dinheiro real pela permanência no jogo.

Para pagar a mensalidade de Wildstar, o jogador precisa de um item chamado C.R.E.E.D. – e poderá obtê-lo de duas formas: comprando da loja oficial por dinheiro real ou de outros jogadores pela moeda do game. Dessa forma, tanto aqueles que não se importam em pagar quanto aqueles que gostariam de jogar de graça aproveitarão o game da mesma forma.

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