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Fundador da Eidos Montreal sai da empresa e joga tudo no ventilador

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O bicho está pegando na Eidos Montreal. Apesar da ótima aceitação de crítica e público de Tomb Raider e Deus Ex: Human Revolution, os resultados não foram considerados satisfatórios pela Square Enix — que é proprietária do estúdio — e isso deu início a uma série de discussões e “divergências criativas” dentro dos corredores da companhia. E a situação chegou a um nível tão crítico que seu fundador, Stephane D'Astous, decidiu se afastar da empresa.

Em entrevista ao site Polygon, ele explicou que muito se debateu para tentar reverter as “baixas vendas”, mas ele logo percebeu que suas opiniões não eram compatíveis com aquelas que os demais executivos apresentavam, o que resultou em seu desligamento do quadro de funcionários.

E como se não bastasse, D’Astous criticou o atual gerenciamento da Eidos Montreal, afirmando existir uma “falta de liderança, coragem e comunicação” que o impediam de executar seu trabalho corretamente. Desse modo, ele julga que sua decisão foi a melhor diante do que estava acontecendo.

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Só que ele não parou por aí e começou a disparar também contra a Square Enix. Ele culpa a gigante japonesa pelos resultados aquém do esperado, alegando que ela precisa aprender algumas coisas sobre vender seus jogos. Para ele, a produtora canadense fez grandes títulos, mas sabe que poderia ter obtido um resultado muito melhor se a Square tivesse dado o tratamento merecido para cada um deles em termos de marketing e divulgação.

D’Astous conta que estava desde março apresentando suas críticas, sugestões e preocupações sobre o andamento do estúdio, mas a nova estratégia da Square Enix é trabalhar de maneira vertical, ou seja, trazendo decisões de cima para baixo em vez de criar algo mais colaborativo.

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