GGRJ 2018: The Light of the Darkness continua sua história

GGRJ 2018: The Light of the Darkness continua sua história

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Primeiro game brasileiro a ter uma campanha bem-sucedida no Kickstarter, The Light of the Darkness provavelmente já foi esquecido por quem ficou animado com sua proposta inicial. Afinal, já se vão quase 10 anos desde que o projeto atraiu a atenção do público com seu universo único que mistura deuses e demônios e suas influências no gênero “metroidvania”. 

Durante a Game & Geek Rio Festival 2018, o desenvolvedor Fernando Rabello mostrou a build mais recente do game e provou que não está disposto a desistir do projeto. Em conversa com a equipe do Voxel, ele revelou um pouco das dificuldades pelas quais o game passou: entre elas, a falta de dinheiro e a parceria mal-sucedida com uma escola de desenvolvimento que não possuía a qualidade que prometia. 

Segundo Rabello, nada menos do que 10 mil horas de trabalho foram empregadas em The Light of the Darkness até o momento – e isso é bastante evidente. Sua dedicação ao jogo era tanta que ele decidiu ampliar seus conhecimentos como designer gráfico e aprender programação por conta própria – o que o permitiu encontrar erros graves nos códigos desenvolvidos pelas pessoas que passaram pela iniciativa de forma descompromissada. 

A build disponível para jogatina era bastante sólida, apresentando um sistema de combate recheado de opções. Entre os destaques está um sistema de magia que combina elementos diferentes (como sombras e água, por exemplo) para permitir que você explore fraquezas inimigas ou simplesmente experimente diferentes maneiras de lidar com ele. 

Mudanças constantes 

Graficamente, o game também surpreende, com uma arte 2D bastante detalhada e personagens com animações complexas. No entanto, o criador garante que ainda estamos um pouco longe de ver a versão completa do game, que ainda deve receber áreas adicionais e algumas mecânicas extras: a promessa é que todos os chefes vão se transformar em NPCs que podem render missões secundárias com recompensas interessantes. 

The Light of the Darkness

No entanto, a mudança mais impactante que o game deve ter é uma mudança de engine. Rabello está reconstruindo todo seu trabalho na Unreal Engine 4, o que deve fazer com que o game ganhe um visual mais tridimensional e com mais detalhes de iluminação e transparência – o desenvolvedor preferiu não mostrar essa versão ainda, visto que o sistema de combate ainda não havia sido implementado. 

Depois de tanto tempo em desenvolvimento, a mudança para o motor gráfico (que deixa de lado aquele criado pelo próprio Rabello) tem motivos comerciais. Conforme o desenvolvedor nos revelou, um acordo com uma publicadora quase aconteceu, mas caiu por terra diante da necessidade de adaptar o motor gráfico do game para diferentes plataformas, o que aumentaria os custos de desenvolvimento. 

Ao adaptar The Light in the Darkness para a Unreal Engine 4, o game ganha imediatamente a compatibilidade com as principais plataformas do mercado, indo desde o universo móbile até consoles como o PlayStation 4 e o Xbox One. Com isso, o criador espera que o game se torne mais atraente para o mercado internacional e atraia os investimentos necessários para realizar sua visão. 

Durante a conversa, ficou claro que o criador não está disposto a deixar na mão aqueles que acreditaram no processo de desenvolvimento. No entanto, não é só isso que guia o desenvolvimento do game: dá para notar certo orgulho por parte de Rabello e a vontade de provar que consegue terminar o desafio que ele decidiu encarar. Resta esperar que, daqui em diante, as coisas se desenrolem de maneira mais tranquila para o desenvolvedor, já que a ideia continua sendo bastante promissora. 

Viajamos ao Geek & Game Rio Festival 2018 a convite da organização do evento 

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