Greenlight: Valve tomará medidas contra “falcatruas” de desenvolvedores

Greenlight: Valve tomará medidas contra “falcatruas” de desenvolvedores

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Em teoria, o serviço Steam Greenlight foi criado para dar uma chance aos pequenos desenvolvedores, ditos “independentes”. Caso você submetesse conteúdos preliminares daquele seu jogo em desenvolvimento, e esse material agradasse a um determinado número de usuários do Steam (número que jamais foi divulgado), então o seu pequeno projeto ganharia o apadrinhamento da Valve e o alcance do Steam. Nada mal, é claro.

A questão é que não demorou muito para que alguns usuários descobrissem uma “falha” bastante simples nesse sistema. “Afinal, se eu me juntar com Fulano, Cicrano e Beltrano, e todos nós somarmos votos a todos os nossos projetos, a vantagem será imensa”, pensaram alguns sujeitos — cuja ideia chegou a gerar uma página (em franco crescimento) no Facebook. Ocorre, entretanto, que a Valve já percebeu o esquema.

“Esse não é o feedback que nós procuramos”

“Claramente esse não é o feedback que nós estamos procurando com o Greenlight”, disse um representante da companhia ao site Kotaku. “Nós com certeza rastreamos essas atividades, e os sujeitos que forem por esse caminho muito provavelmente não encontrarão o resultado que esperam.”

Não obstante, a Valve ainda não entrou em detalhes sobre as possíveis medidas. E, seja como for, o referido grupo conta atualmente com centenas de participantes... De forma que a coisa pode mesmo acabar fugindo ao controle em algum momento. Agora é esperar pela (possível) punição.

O Steam Greenlight foi anunciado em julho de 2012, sendo lançado um mês depois. Para evitar a onda de falsos cadastros na rede, a Valve acabou por instituir pouco tempo depois a taxa de US$ 100 por jogo submetido — valor que é repassado à instituição de caridade Child’s Play. Uma modificação mais recente permitiu também que os desenvolvedores arquivassem conceitos para jogos futuros, a fim de conquistar possíveis interessados.

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