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G-Star 2013: Kingdom Under Fire II mistura, com maestria, ação e estratégia

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Tal como na vida real, no mundo dos jogos existem extremos. É possível dizer, por exemplo, que games que envolvem estratégia estão numa ponta, enquanto os que se focam unicamente na ação aparecem na outra. Porém, haveria uma maneira de misturar os dois de forma a agradar ambos os públicos? A resposta: sim.

Kingdom Under Fire II é uma prova de que a combinação estratégia e ação pode dar certo. De maneira geral, seria possível classificar o game como uma mistura de Dynasty Warriors com StarCraft, adicionando ainda um pouco de RPG a tudo isso. Parece confuso, mas acredite: depois de um tempo, se torna mais fácil do que parece.

Aprendizado constante

O jogo apresenta três classes diferentes: Gunslinger, Spellsword e Berserker. Cada uma conta com características distintas e habilidades próprias, e é no comando de uma delas, juntamente com suas unidades, que você parte para o campo de batalha.

Suas unidades podem ser variadas, mas durante a demonstração na G-Star 2013 controlei uma Spellsword (personagem balanceada em ataque e magia) em conjunto com a combinação básica de tropas: guerreiros, arqueiros e magos.

A primeira coisa que reparei: controlar todas as unidades no começo vai ser algo complicado para iniciantes em RTS. Você não consegue ter uma visão clara do que ocorre no campo de batalha vendo todas as unidades por cima (tanto as suas quanto as dos outros dois aliados), e vez ou outra precisa mover a câmera para cá ou para lá para checar melhor o que está acontecendo.

Outro ponto que é preciso superar nos primeiros minutos: você tem muitas teclas para apertar. As de F1 a F5 são voltadas à seleção de unidades, os números usam as habilidades do heroi, Ctrl ou Alt em conjunto com os números faz as unidades usarem as técnicas, Tab troca para o personagem principal e passa o jogo para algo mais focado na ação… Enfim, você vai precisar de pelo menos uns 10 minutos para se acostumar com tudo.

Trabalho em equipe é a chave para o sucesso

Superada a barreira dos minutos de aprendizado (o que, ao menos no evento, já aconteceu no meio das batalhas), é a vez de se adaptar ao estilo tático de jogo dos parceiros (ou à falta dele). O mapa de jogo da demonstração era relativamente grande, e vez ou outra um aliado ficava para trás.

E é aqui que começa a ideia de trabalho em equipe: avançar sozinho é sinônimo de morte, ainda que siga com suas tropas. As ações devem ser coordenadas, destruindo os inimigos em blocos. Caso siga em frente, descobrirá da pior forma que eles são unidos e podem atropelar suas unidades em questão de segundos.

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Aliás, ação é o que não falta aqui: quando a coisa fica feia, é mais do que recomendado passar o controle apenas para o heroi (as tropas agem sozinhas) e ativar o espírito do guerreiro que existe em você. Curioso notar que, mesmo no meio de vários inimigos, efeitos de fumaça, magias e coisas do gênero, a taxa de frames se mantém constante, o que é essencial em um jogo que exige movimentos rápidos.

Os inimigos que você vai encontrar no caminho são variados, e vão de guerreiros a trolls que vão ensiná-lo, da pior forma, a se afastar deles. Há ainda os chefes, e tivemos que lidar com um deles durante as nossas andanças: um feiticeiro.

Algo que se repara rapidamente é que a barra de energia de inimigos importantes não é baixa, e esse tipo de adversário nunca está sozinho. Não estou brincando quando digo para se preparar para batalhas longas, pois quando enfrentamos o mago e outro oponente que apareceu em seguida foram necessários cerca de 5 minutos para derrotar ambos.

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Buscando o melhor

Após avançar pela fase e o grupo receber uma graduação em letra pelo seu feito (ou seja, o ranking), entra em ação o lado RPG do jogo: é possível melhorar o seu heroi e unidades, e até mesmo investir em territórios e coisas do gênero.

O tempo da demonstração não foi pequeno (mais de 25 minutos), e explicou o motivo da fila grande para jogar Kingdom Under Fire 2 (esperei mais de duas horas). Saí de lá satisfeito com o que vi e com a certeza de que, após o lançamento do jogo, certamente serei mais um no meio dos combates.

O BJ viajou para a G-Star 2013 a convite da Nurigo Games.

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