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Guitar Hero 7 estava em desenvolvimento e seria um “desastre”

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Em 2011, a Activision decretou o fim da franquia Guitar Hero. Agora, mais de um ano depois, vem a informação de que o cancelamento veio após um desenvolvimento conturbado de Guitar Hero 7, game que acabou sendo cancelado e iria trazer a série de volta às suas raízes. Aqui, não teríamos mais cantoria nem outros instrumentos, só a boa e velha guitarra, agora com seis cordas no lugar da velha barrinha no corpo.

Fontes não identificadas revelaram informações sobre o título que nunca veremos ao site Kotaku, que publicou uma longa reportagem sobre o assunto. O projeto, que estava nas mãos da Vicarious Vision, era mal visto por executivos da Activision e da própria desenvolvedora, algo inédito para uma empresa que já havia chamado a atenção pela qualidade de seus títulos para consoles portáteis.

Na opinião destes “informantes”, Guitar Hero 7 foi um game que sucumbiu sob suas próprias ambições, que eram gigantescas. A ideia, aqui, era apresentar uma reformulação total da franquia, que ia desde a forma de se jogar até a maneira como cenário, espectadores e pontuações funcionavam.

Desafinado

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O primeiro problema encontrado durante a criação de Guitar Hero 7 foi a arquitetura da própria guitarra. A ideia inovadora de usar cordas no lugar de componentes plásticos gerou um acessório incrivelmente caro para ser produzido e bastante frágil, além de não responder bem aos comandos do jogador.

Outra questão que diferenciaria Guitar Hero 7 do restante da franquia ia além das músicas e da jogabilidade. O público teria reações diferentes para cada tipo de música e ação realizada, comportando-se de maneiras únicas de acordo com o desempenho do jogador e o clima da canção. O estilo artístico era bem diferente do conhecido e tudo seria novidade.

O problema é que Guitar Hero 7 contaria com 80 músicas, e criar dinâmicas diferentes para cada uma delas se tornou um pesadelo – sem contar os DLCs, que obrigatoriamente teriam de vir mais tarde. A solução foi um corte brusco, que transformou o título de uma ideia rica e inovadora em um jogo musical limitado e pouco funcional.

O fim

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Tudo acabou quando Eric Hirshberg, o presidente da Activision, visitou a Vicarious Vision. Ciente dos problemas de desenvolvimento, o executivo não ficou impressionado com o projeto e teve como sua primeira decisão cortar o tempo previsto de desenvolvimento pela metade. Poucas semanas depois, veio a notícia do cancelamento do projeto – junto com toda a franquia – e os novos funcionários da desenvolvedora, contratados apenas para o game, foram demitidos.

A saturação do mercado de jogos musicais, pelo menos na opinião da fonte ouvida pelo Kotaku, também foi um fator. A grande quantidade de sequências e spin-offs de Rock Band e do próprio Guitar Hero foram mais um motivo para o cancelamento e o fim dos dias de rock ’n' roll nos video games.

Fonte: Kotaku

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