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Hideo Kojima prevê um futuro sem consoles. Será?

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Hideo Kojima é uma lenda dos video games. Ao lado de Shigeru Miyamoto, o designer responsável pela franquia Metal Gear, que debutou nos consoles em 1986, pode ser considerado facilmente como uma das figuras mais importantes para o entretenimento eletrônico. Por essas e outras razões, quando ele abre a boca, todos escutam atenciosamente o que Kojima-san está dizendo.

Mas, desta vez, não houve anúncios ou novos jogos, e sim a profecia do “Fim dos Consoles”. É isso mesmo. Kojima acaba de se juntar ao grupo formado por Dennis Dyack, criador de Too Human, e David Jaffe, responsável por God of War.

Se ele falou, é melhor escutarDurante o evento que revelou diversas novidades sobre Metal Gear Solid: Peace Walker, o criador de Snake fez uma previsão de “um futuro sem plataformas”, o que deixou muitos jogadores e membros da indústria apreensivos — incluindo o próprio presidente da Sony do Japão, que classificou a antevisão como “ousada”.

Nas palavras de Hideo Kojima:

Em um futuro próximo, nós teremos jogos que não dependerão de qualquer plataforma. Jogadores deverão ter a possibilidade de desfrutar deles em suas salas de estar, em movimento, quando viagem — onde quer que estejam e onde quiserem jogar. Deverá ser o mesmo software e a mesma experiência.

O mestre ainda comenta que Metal Gear Solid: Peace Walker, do PSP, é como uma experiência para ele e sua equipe de desenvolvimento. O título poderá fornecer a sensação do que tem chances de funcionar nos portáteis, permitindo que a desenvolvedora se prepare para o futuro retratado na visão de Kojima, no qual os games serão sob demanda — via internet. “Eu vejo isso como uma experiência visando o futuro”, menciona Kojima.

Será mesmo que não teremos um PlayStation 4 ou um novo Xbox? Certamente, algo que envolve muita discussão. Mas, as tendências já indicam um caminho, e este caminho parece distante do mundo palpável.

O fim das caixas

Distribuição digital. Este pode ser o termo das próximas gerações, possivelmente sustentado por outro: computação em nuvens. E os consoles? Difícil dizer se eles realmente irão sumir ou se apenas se tornarão máquinas com muito mais recursos que um video game — uma mudança que acompanhamos a cada nova geração.

O OnLive é uma das primeiras apostas neste novo sistema de jogatina. Contudo, conforme diversos sites e pessoas comentam, ainda há lag e a resolução não compete com a dos consoles, devido, principalmente, à conexão com a internet. É, a velocidade na transmissão de dados online ainda é um grande problema, e pode continuar sendo por durante alguns anos. Sendo assim, fica complicado dizer que os games vão acabar tão cedo.

Isso já era, mas pense bem: você ainda pode tocar na TV

O que pode acontecer, e já acontece, é não comprarmos mais simples consoles, mas sim verdadeiras máquinas capazes de substituir diversos outros aparelhos que ocupam nossa estante. Isso já acontece, e no futuro deve se tornar ainda mais comum.

Acho que, no momento, seria mais adequado dizer que estamos perto do Fim dos Jogos em Mídias Físicas. Afinal, o próprio Metal Gear Solid: Peace Walker, já vive nesta “nova era”, pois será lançado no moderníssimo PSP Go, que dispensa as versões residuais. Mas, e a minha edição especial de Peace Walker? Como vou mostrá-la para meus amigos? Aí entramos em outra história — quem sabe uma exibição em 3D não os agrade?

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