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Indústria precisa de jogos com mais significado e menos violência, afirma ex-Rockstar

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Fonte da imagem: Reprodução/About.me
Um constrangimento pessoal levou o produtor Jeremy Pope a deixar a Rockstar, após trabalhar em jogos das séries Grand Theft Auto e Max Payne. Apesar de estar satisfeito com seu trabalho, ele não se sentia confortável ao retornar à sua cidade natal, no interior do Alabama, explicando que ganhava a vida fazendo games controversos e cheios de violência, do tipo que virava assunto nos noticiários.

Por isso, ele deixou a Rockstar disposto a nunca mais criar um título violento. E agora, em entrevista, ele pede que a indústria invista em mais games que tenham significado, e não exibam apenas momentos violentos como forma de exibir conflitos. Sequências, remakes e remasterizações também foram criticadas por Pope.

Na opinião dele, a sanguinolência e a brutalidade, bem como o retorno de velhas ideias, são desculpas para reciclar velhas fórmulas com novos gráficos. Pope enxerga que o conflito é a maneira de fisgar os jogadores por meio da história, mas eles não precisam necessariamente de violência. Essa, para ele, é apenas a maneira mais fácil e que evita a necessidade de se pensar em um enredo profundo e significativo.

Limites e representatividade

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Apesar de sua fala parecer rancorosa, Pope diz gostar dos títulos produzidos pela Rockstar e ter muito carinho pelos trabalhos realizados na empresa. Ele lamenta que, apesar de todas as barreiras transpostas pela série Grand Theft Auto, foi sua violência extrema que gerou controvérsia.

Ele dá o exemplo clássico: a possibilidade de comprar os serviços de uma prostituta e atropelá-la logo em seguida. Ele conta que, apesar dessa possibilidade ser possível e planejada pelos desenvolvedores, ela é apenas um pequeno pedaço do espectro do título e algo tão absurdo que não deveria se tornar o centro das atenções.

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