Jogamos o beta de Killing Floor 2 e estraçalhamos monstros sem parar

Jogamos o beta de Killing Floor 2 e estraçalhamos monstros sem parar

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A Tripwire Interactive sabe do que o povo gosta. A gente se contenta com adrenalina, velocidade, armas de fogo, zumbis ou criaturas mutantes, motosserras, coop online e muito, muito sangue. E em Killing Floor 2, que entrou em beta no PlayStation 4 e está em Acesso Antecipado no Steam, encontramos tudo isso e um pouco mais.

O TecMundo Games participou da sessão que rolou no último fim de semana no PS4 — sendo que este redator não havia jogado o primeiro e estava quase zerado em termos de informações a respeito. A experiência valeu a pena: acredito que seja especialmente por conta da baixa expectativa que a surpresa ao passar horas decepando e explodindo inimigos foi ainda maior.

O clima aZEDou

A história não é o mais importante de Killing Floor 2, mas há um pano de fundo. O jogo se passa um mês após o anterior, quando os experimentos malsucedidos da Horzine Biotech chegam à União Europeia. Já tão calejado por guerras, o Velho Continente é quase inteiro dominado pelos mutantes, sobrando pequenos focos de resistência com sobreviventes e mercenários — sim, você e seus eventuais aliados.

O esquema de controle dos inimigos é criativo e é uma boa experiência jogar pelo “outro lado”

As criaturas são chamadas de ZEDs (sacou a piada ruim ali de cima?) e variam entre zumbis humanoides “normais”, uns com uma estrutura parecida com a de uma aranha, “sereias” que atacam com ruídos, monstros obesos que vomitam em você e gigantes portando motosserras.

No beta, eram dois modos de jogo: o Survival e o Versus Survival. No primeiro, para até seis jogadores, todos são humanos contra dez ondas de criaturas controladas pela IA — quem morre é revivido a cada intervalo, mas se todos forem assassinados o nível acaba. No segundo, 12 pessoas se dividem entre os sobreviventes e os próprios ZEDs. O esquema de controle dos inimigos é criativo e é uma boa experiência jogar pelo “outro lado”, mas é na pele dos humanos que a diversão é maior.

Matando a sede de sangue

Os três mapas liberados são bem diferentes uns dos outros e se completam, o que é um ponto bem positivo. O “Laboratório de Biótica” é claustrofóbico, “Paris em Chamas” é belo e imenso e “Zona de Evacuação” atua como um híbrido. A quantidade de personagens, classes e armas é bastante alto e dá para se divertir igualmente com todos, variando também para ir subindo de nível e experimentar diferentes estratégias — alguns funcionam melhor com combate corporal, outros com tiros de longe e por aí vai.

O sistema gráfico precisa de pequenos aprimoramentos. A movimentação o personagem do seu ponto de vista é OK, mas quando você olha para um aliado a sensação é estranha: as duas metades do tronco parecem separadas, com as pernas não “conversando” com o resto do corpo. Além disso, quedas bruscas no framerate foram sentidas em alguns momentos — mas nada brutal ou que comprometesse a sobrevivência, mas bastante perceptíveis.

O sistema gráfico precisa de pequenos aprimoramentos (...) mas nada brutal ou que comprometesse

A jogabilidade “joga seguro” e não tenta inventar muito nos controles e no esquema de botões. Uma das diferenças é um instante em que tudo para você fica em câmera lenta por poucos segundos, como se fosse um momento "estiloso" quando você ou um aliado realizam uma ação de impacto (tiros na cabeça, mortes múltiplas ou algo do tipo). Aproveite: é um ótimo momento para virar para os lados e saber o que está atrás de você. É tudo muito fácil de ser aprendido e você pega o jeito muito rápido sobre o que comprar a cada rodada, com quais itens você se dá melhor e como eliminar cada inimigo.

E não é só “correr por correr”: é tudo frenético na medida certa e é preciso ter também um pouco de estratégia. Você vai ficar devidamente pilhado enquanto encara as ondas de inimigos e fica aliviado nos intervalos, quando pode respirar.

Valeu a matança?

No fim das contas, dá para afirmar sem qualquer medo que Killing Floor 2 tem um nível de diversão descompromissada desmembrando monstros que é extremamente próximo (porém ainda não superior) a Doom.

O jogo custa R$ 55,99 no Steam e o valor sobe bastante para o console da Sony: US$ 39,99 na PSN norte-americana e R$ 143,50 na brasileira, com atualização confirmada para O PS4 Pro. Killing Floor 2 será lançado oficialmente em 18 de novembro.

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