Jogamos: Carrion, jogo de terror da Devolver, é deliciosamente perturbador

Jogamos: Carrion, jogo de terror da Devolver, é deliciosamente perturbador

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Anunciado na conferência da Devolver durante a E3 2019, Carrion é um jogo que tem a cara da publisher: violento, minimalista e com algumas ideias geniais. O Voxel teve a oportunidade de testar o game por meia hora no evento e testemunhou uma experiência, digamos, gostosamente perturbadora.

Desenvolvido pelo estúdio polonês Phobia Game Studio, Carrion é descrito pela Devolver como um título de terror “reverso” no qual o jogador assume o papel de uma criatura amorfa de origem desconhecida. O objetivo, como você já deve ter pressuposto, é apenas um: escapar daquele lugar, na mesma vibe de Inside – não sem antes dizimar os responsáveis que o aprisionaram.

Minimalista e intimista

Na perspectiva de side-scrolling, a primeira impressão que você tem é a de estar confinado numa instalação imensa; o level design é criativo o bastante para transmitir essa sensação ao jogador, mesmo em 2D. Eu costumo dizer que isso representa um nobre sentimento: é gostoso estar perdido. A perspicácia de saber usar um espaço limitado em detrimento de coisas maiores é, do ponto de vista do level design, complexo.

“Você precisa estar alerta o tempo todo. Coma qualquer coisa que aparecer na sua frente. Quisemos implementar a fórmula com uma marca muito própria”, conta Krzysztof Chomicki, game designer, ao Voxel.

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Como vítima de um suposto experimento que deu errado, você deve perseguir e consumir aqueles que o aprisionaram para espalhar medo e pânico em toda a instalação. Sim, por “consumir” entenda-se “alimentar” mesmo; você devasta e devora membros arrancados de inimigos – pernas, braços, cabeças – conforme dilacera cada pedacinho deles, e a transposição gráfica disso tudo é um colírio aos olhos, especialmente porque a movimentação é rápida, e não cadenciada. Pro ritmo que o jogo quer imprimir, é uma ótima escolha.

Cresça e apareça

À medida que se alimenta de tripas humanas, a criatura cresce e ganha proporções disformes, tal como no jogo da cobrinha. Isso se traduz em sensação de poder, mas também te deixa mais vulnerável às armas de fogo, uma vez que você se torna um alvo maior.

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A exploração à la metroidvania permite que o ser amorfo colete upgrades e acesse locais de difícil penetração, muitos deles inteligentemente escondidos pelos cenários. A equipe mira numa experiência de 4 a 8 horas, conta a nós o artista, dependendo da fome do jogador em explorar todo o mapa e encontrar os segredos.

O visual pixelizado aliado ao tom sombrio é muito convidativo a um clima intimista e pontua a experiência com bastante originalidade. Só o tempo dirá como esse ritmo vai se sustentar até o lançamento de Carrion, previsto para 2020 em consoles e PC.

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