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Jogamos: exclusivo para X1/PC, Sea of Thieves tem a cara da Rare e agrada

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Exclusivo de peso para a família Microsoft, Sea of Thieves é a nova proposta da Rare, célebre por trazer jogos caricatos, coloridos, cheios de humor e leves. O TecMundo Games teve a oportunidade de experimentar alguns minutos do título num evento restrito da Microsoft durante a E3 2016. O trailer acima foi exibido na conferência da gigante.

Sea of Thieves está longe de ser um jogo convencional. Bem, qual produto da Rare é assim? Desde os idos da Nintendo – ou até mesmo antes, no bom e velho Amiga, para os saudosistas de plantão –, a desenvolvedora se destacou por aplicar um tempero fundamental nos games que produz: magia. Aquela pura e simples, que preza pela diversão e traz uma alternativa diferente a esse monte de tripas esvoaçantes dos baldes de jogos de ação que saturam o mercado.

Além da jogatina, tivemos a oportunidade de bater um papo com alguns produtores do game, entre eles Gregg Mayles, diretor de design, e Joe Nate, produtor executivo. A equipe agradeceu o feedback da comunidade e não escondeu a ansiedade pelo lançamento do jogo: “Estamos trabalhando duro para entregar a proposta que queremos”.

Produtores da Rare acreditam no potencial de Sea of Thieves e destacam importância da interação

Um enigmático mar de possibilidades

Até agora, uma enorme dúvida paira sobre a cabeça de muitos: o que é, em suma, Sea of Thieves? Um jogo de aventura? Somente online ou também offline? Há um sistema de níveis? E o combate, como funciona? É possível explorar todo o cenário? A primeira pergunta contempla tudo isso e foi exatamente o tópico conversado com a equipe.

“Preferimos que vocês descubram. Essa é a nossa mais ambiciosa proposta online, então é possível afirmar que, sim, esse componente é um dos principais. Pense em Sea of Thieves como um mundo com temática pirata cheio de possibilidades. Imagine entrar num barco, zarpar mar afora e embarcar numa jornada sem volta, ou com volta. Viu um barco maior? Pode ser que tenha gente nele, ou não. É um mundo compartilhado”, explicaram os produtores.

A demo que jogamos nos colocou num time de quatro jogadores velejando por um mar que também abrigava outros barcos. Como o intuito era mostrar a interação entre os times, nosso transporte foi atacado por disparos de canhões, e o trabalho em equipe foi requisitado: enquanto um remendava as aberturas e avarias feitas no barco, o outro comandava o timão e ambos revidavam o ataque com os mesmos disparos.

A temática pirata é bastante caricata

Nosso time ganhou e avançou até o barco destruído para recolher os itens deixados. Alguns preferiram nadar. Aliás, os controles são muito leves, casuais, sem qualquer necessidade de longos e burocráticos tutoriais. O jogo, na verdade, é bem light no geral.

Ao chegar a um local seguro, encontramos alguns animais na beira da praia e deixamos a colorida natureza do jogo deslumbrar nossos olhos. Tecnicamente, o visual é lindo, com um toque de cel-shading que dá o tom certo de “cartoon” à estética.

Queremos que os jogadores construam suas próprias histórias e não fiquem apenas com uma contada por nós

Um ponto destacado pela equipe é que Sea of Thieves “deve ter histórias contadas por jogadores” e que não há, necessariamente, um background predefinido. “Temos o contexto, que é o período dos piratas e toda a fantasia que isso pode ter. Mas a ideia é que vocês criem suas histórias. Se você quiser embarcar numa jornada épica pelos mares com seus amigos, ótimo. Se quiser desbravar o mundo sozinho, também pode fazer isso. Mas lembre-se: o mundo é compartilhado, há pessoas boas e ruins nele”, contaram os artistas.

Eis uma possível punição a quem for malvado no mundo de jogo

O combate é igualmente simples. Você até interage com algumas criaturinhas na visão em primeira pessoa, mas a mecânica é simplória, o que faz o jogo correr o risco de ser classificado como “casual demais”. É no fator exploração que Sea of Thieves brilha – ainda que não tenha ficado claro o quão limitada ela será.

Mundo em constante crescimento

A ideia “enigmática” por trás de Sea of Thieves deve permanecer assim por mais algum tempo. Ele não quer se classificar como um MMO, tampouco quer ser uma mera aventura. “Queremos uma experiência online construída pelos jogadores. O mundo é deles, a história é deles. Você vai interagir com isso da maneira que preferir. (...) Esse é apenas o começo. Os que jogarem vão reparar que, cerca de um ano após o lançamento, tudo terá mudado”, concluiu a equipe.

Em palavras resumidas, nosso veredito é positivo, mas as questões que permeiam Sea of Thieves ainda permanecem nebulosas. Caracterizada como uma experiência indefinida, a nova proposta da Rare pode ser um paradoxo de coisas boas – e nós queremos explorar outros cantos desse mundo piratesco.

A ambientação paradisíaca consegue trazer boa dose de imersão

Sea of Thieves será lançado para Xbox One e PC, mas segue sem data.

O TecMundo Games está na E3 2016, em Los Angeles, e também tem uma força-tarefa no Brasil para a cobertura completa do maior evento de games do mundo. Continuem ligados porque traremos gameplays quentinhos de muitas coisas apresentadas. Não deixem de acessar também o nosso Twitter, onde conseguimos postar conteúdos fresquinhos com mais rapidez.

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