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Jogamos: Gears of War 4 está lindo, brutal e incrivelmente divertido

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Eu estava com muitas saudades de Gears of War. A minha primeira experiência da sétima geração, com Gears of War, de 2006, até hoje é um registro de como um jogo pode ser fascinante, seja em termos de gameplay ou de história. A Epic Games criou uma obra que serviu de patamar para vários e vários jogos, com um jogo que não só definiria uma nova maneira de jogar, mas também ficava cravado como uma das experiências mais fluidas de toda uma geração.

O tempo passou, eu me matei também em Gears of War 2 e 3, jogando insanamente não só a campanha, mas também um modo multiplayer que fazia uso de recursos exímios e que sustentavam facilmente centenas de horas de diversão. Mas o tempo passou, Gears of War Judgement não me cativou tanto assim e logo eu quase esqueci como eu era feliz usando uma Gnasher e serrando oponentes numa batalha online.

Quando a Microsoft me chamou para testar a Beta de Gears of War 4 na Cidade do México, eu tive um misto de nostalgia e vontade de explorar o desconhecido. Afinal, como uma fórmula tão consolidada poderia ser melhorada? E o que a Coalition, a nova desenvolvedora, sob as rédeas de Rod Fergusson, poderia reservar para seus sedentos fãs?

Eu joguei pouco mais de uma hora e, felizmente, fui bem recompensado. Não que minha pontuação tivesse sido a melhor em todas as rodadas, mas pelo simples fato de que o jogo me empolgou tanto ao ponto de que, quando percebi, estava jogando em pé enquanto tentava gritava motivando o time. E, quando questionado sobre como estava o game, fui direto ao ponto e respondi de peito cheio: “é Gears, cara!”. A saudade imediatamente foi substituída pela vontade de querer jogar mais e mais. Afinal, “é Gears, cara!”.

Agora, compartilho minha experiência com vocês. E que experiência, meus amigos.

Um novo horizonte

Um dos fatos mais interessantes de Gears of War 4 é que o jogo se passa 25 anos após os eventos do terceiro jogo da série. Com isso, tivemos um período de paz em que a tecnologia militar não era o principal foco da população. Em vez disso, a ideia era reconstruir tudo que foi destruído, e, por isso, várias ferramentas foram concebidas.

E é justamente aí que Gears 4 triunfa. Em vez de armas dedicadas especificamente para eliminar Locusts ou Lambents, Gears 4 oferece um arsenal semelhante ao que Isaac Clarke, de Dead Space, tinha ao seu dispor. Ah, e aqui o inimigo é outro: o Swarm, mas seus detalhes ficam para outra ocasião, por conta do próprio sigilo da Coalition.

Até agora, temos duas novas armas confirmadas: a Dropshot e a Buzzkilll. A primeira é uma espécie de furadeira que pode ser disparada à longa distância, com o poder de criar um enorme buraco onde aterrissar. E esse pouso não fere somente a terra, mas também qualquer inimigo que estiver por perto. Por isso, tentei, sempre que possível, aproveitar a Dropshot para eliminar qualquer ameaça que cruzasse meu caminho. Para usá-la, basta segurar o RT e observar sua trajetória e então soltar o gatilho. O resultado pode ser devastador e aqui já notamos uma nova abordagem da batalha sempre intensa do multiplayer de Gears of War.

A Buzzkill infelizmente não estava disponível na beta. Entretanto, Rod Fergusson, que agora voltou a fazer parte do time de desenvolvimento, ocupando o cargo de diretor de produção de Gears 4, comentou que essa é mais uma arma diferente do que os fãs estão acostumados. Trata-se de uma ferramenta capaz de lançar serras que ricocheteiam nas paredes e que facilmente podem deitar um inimigo. A gente não pode testar a brincadeira, mas com certeza o resultado deve ser devastador.

Você pode correr, mas não se esconder!

Durante a apresentação de Rod Fergusson, o que ficou claro é que ele quer fazer do multiplayer de Gears of War uma experiência nostálgica e, ao mesmo tempo, inovadora. E eu percebi isso com um dos novos recursos do modo, convenientemente chamado de Yank and Shank.

Basicamente, o que rola é o seguinte: aqueles tiroteios que aconteciam quando dois players estavam próximos uns aos outros enquanto tomavam cobertura simplesmente não devem existir mais. Em Gears 4, você tem a chance de puxar o oponente que está do outro lado de sua cobertura e, caso ele não se proteja, a finalização é simplemente brutal. Facadas e mais facadas são aplicadas e a consagrada brutalidade da série Gears ressurge sob uma nova abordagem.

Há também um novo recurso, mais dinâmico e frenético, que deixa seu inimigo de cara no chão. Estamos falando do chute direto, que pode ser aplicado naquele player safado que fica moscando na cobertura. Seu uso é simples: tudo que você tem que fazer é correr em direção ao obstáculo em que seu oponente está e pressionar o botão B. Com isso, seu personagem salta por cima do cover e quem está do outro lado acaba atordoado e vulnerável a um ataque fatal.

Tudo isso gera um novo tipo de abordagem durante as partidas do modo multiplayer. E, assim como você pode atacar, também é possível se defender. O tempo é curto, mas caso a vítima acerte, o jogo vira e a morte passa para outro lado. Isso definitivamente muda o rítimo do jogo e quebra velhos hábitos baratos do game.

Um treino diferente

Caso você ache que ainda não está preparado para enfrentar jogadores humanos, a Coalition traz uma nova solução. Rod Fergusson comentou que em Gears of War 4, você pode jogar o modo multiplayer contra inimigos controlados pela inteligência artificial. Mesmo que isso pareça clichê, Fergusson garante que a IA foi escrita do zero e, embora não tenhamos conferido, a promessa é trazer oponentes com personalidade e não simples bots.

Queimada

Sem sombra de dúvidas, o modo que mais nos chamou a atenção foi o Dodgeball. Trata-se de um jogo de queimada em que a bola é substituída por armas. A regra é simples: cada jogador morto aguarda até que um de seus companheiros mate um dos oponentes. Se você morrer e seus companheiros eliminarem alguém, você volta pra partida. Na teoria, é realmente simples, mas na prática temos um dos modo multiplayer mais divertidos do gênero shooter.

Em nossa experiência, desfrutamos de várias reviravoltas. Durante determinado momento, estávamos apenas com um player vivo, mas, por um deslize, nosso time acabou matando um oponente e outro companheiro voltou ao jogo. No fim das contas, viramos o jogo, numa das partidas mais emocionantes de todo o evento.

O modo Dodgeball certamente será um dos destaques de Gears of War 4. Sua simplicidade e dinamicidade contribuem para uma experiência sem igual e todos os recursos da série deixam tudo ainda mais perfeito.

Viciante é pouco!

Logo após um dos melhores momentos de nossa experiência, a Microsoft encerrou nossa sessão. Segundos depois, conversei com todos os jornalistas e a reação foi unânime: todos queriam jogar mais.

O multiplayer de Gears of War 4 já é promissor, mesmo na fase Alpha que testamos. As novas armas e possibilidades trazem novos ares para uma experiência conhecida e extremamente consolidada. Isso sem contar todo o foco nos e-sports, que abordaremos em outro texto. Eu morri bastante, mas também consegui conferir muito do que foi prometido pela Coalition. E além de matar alguns vacilões, também matei um pouco da minha saudade.

A beta de Gears of War 4 fica disponível no dia 18 deste mês para quem comprou Gears of War Ultimate Edition e livre para todos a partir do dia 24. Se prepare, porque eu tenho certeza que você vai passar algumas horas num dos tiroteios mais divertidos quando o assunto é multiplayer.

O TecMundo Games viajou para a Cidade do México á convite da Microsoft.

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