Jogamos Mad Max, o 'Shadow of Mordor de 2015', e está sensacional

Jogamos Mad Max, o 'Shadow of Mordor de 2015', e está sensacional

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O recente lançamento de “Mad Max: Estrada da Fúria” trouxe uma releitura digna daquilo que os fãs da trilogia de Mel Gibson – ou simplesmente apreciadores de um bom blockbuster – queriam ver nos cinemas. No embalo do filme, o jogo Mad Max não só reproduz com autenticidade toda a atmosfera “louca” (literalmente) do steampunk, mesma temática de Fallout, como também traz uma experiência que responde por si só, independentemente dos filmes.

Os títulos da Warner Bros. têm ganho cada vez mais respaldo na indústria. A gigante do entretenimento subsidia estúdios que têm competência de sobra, a exemplo da Rocksteady, que cuida da saga Arkham, a Traveller’s Tales, dos icônicos jogos da série LEGO, e da Monolith, de Middle-earth: Shadow of Mordor, entre outros.

Por falar em Shadow of Mordor, preparem-se para o mesmo “grau de surpresa” que Mad Max trará em setembro. Brutal, intenso e veloz, o game traz ação sobre quatro rodas como não vemos há muito, talvez desde os bons tempos de Twisted Metal, e um combate que tem o peso e a cadência certos, num sistema abertamente inspirado na pancadaria dos jogos Arkham.

A Warner instalou um belo espaço na E3 para oferecer esse e outros títulos, incluindo Batman: Arkham Knight e LEGO Dimensions, todos disponíveis para jogar, e vimos tudinho. Filmagem e fotos não eram permitidas. Mad Max, meus caros, tem o seguinte segredo: o fator surpresa. E isso já é o suficiente para qualquer um querer saber o limite da loucura.

Mundo aberto consistente e muito looting

O primeiro e mais notável aspecto é o mundo aberto, proposta anunciada desde cedo pela Warner. Mad Max tem missões secundárias, zilhões de itens a serem coletados (e depois utilizados para fazer upgrade do equipamento de Max), territórios a serem conquistados e tudo a que um mundo aberto tem direito.

A demo que jogamos oferecia duas opções diferentes: uma focada nas perseguições automobilísticas e outra na porrada. Optamos pela primeira alternativa e jogamos até o fim, por quase meia hora, e também teve muita pancadaria aqui. O teste foi feito no Xbox One.

Max já começa no meio de vários psicopatas que partem pra cima dele. O sistema bebe da fonte da série Arkham: cadenciado, brutal e “barulhento”, com alertas exibidos sobre a cabeça dos inimigos para que o revide possa ser aplicado – e tudo é muito cinematográfico, com câmeras lentas que desaceleram a ação naquele ângulo estratégico e deixam o jogador no deslumbre.

Depois que desci o pau em uns quatro caras, garimpei o local para me certificar de que havia coletado tudo. E quanta coisa: pedaços de metal, parafusos, borracha e outros itens são coletados e somados a um sistema de crafting que permite a Max melhorar sua caranga e desenvolver armas mais potentes.

Ação sobre quatro rodas

Hora de entrar no emblemático V8 para perseguir o chefão do território. Sim, há territórios aqui, o jogo se passa após o fim do mundo, assim como os filmes. Combustível e água são os itens mais disputados entre as facções, e você está no epicentro dessa bagunça como um sobrevivente.

O controle do veículo tem uma física impressionante e, de certa forma, difícil à primeira vista. O carro é pesado e tem um forte armamento, portanto, nada de “alucinar” logo de cara porque você vai comer areia nas curvas, que exigem timing e precisão entre freio e aceleração.

Um comparsa de Max fica na caçamba do carro para consertar o veículo quando necessário e auxiliar o protagonista nos momentos de ação. Ao se aproximar do chefão, várias patrulhas chegam com os dois pés no peito e utilizam todas as parafernálias possíveis para atrapalhar o caminho de Max. Ocorre que o personagem também tem seu arsenal – que é igualmente insano.

Arsenal automobilístico e muitos upgrades

Quatro opções estavam à disposição: a shotgun, o arpão, o lança-mísseis e o fogo lançado pelas laterais, alternativa especialmente útil quando dois ou mais carros inimigos prensam Max no meio da perseguição.

O arpão, por sua vez, pode ser uma opção estratégica para quando a munição acabar. A mecânica se resume a lançar a parte pontuda sobre a roda de um carro inimigo e arrancá-la, o que faz o veículo cambalear e sair da jogada. A shotgun, por sua vez, pode ser uma boa escolha para explodir um carro numa tacada – basta um disparo certeiro no motor para um estrago explosivo de proporções cinematográficas.

O lança-mísseis é a medida mais drástica, até porque sua munição é bastante limitada. Reservei o que tinha para enfrentar o chefe, que estava num caminhão gigantesco à frente de seus capangas em carros comuns.

Após ter derrotado o dono do território, "limpei" a zona do local, deixei-a mais segura e coletei um item denominado “ornamento”, que se traduz num upgrade para o V8. Nesse caso, tratava-se de um conjunto que botava espinhos nas rodas do carro. Simplesmente sensacional.

Eis um jogo para todo mundo ficar de olho em setembro. Mad Max será lançado para PlayStation 4, Xbox One e PC.

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