Jogar é viver: psicologia mostra ótimo panorama nos benefícios da jogatina

Jogar é viver: psicologia mostra ótimo panorama nos benefícios da jogatina

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A psicologia e os jogos se conectam de forma mais íntima do que todos nós imaginamos. Não é segredo para ninguém que jogar games traz benefícios cognitivos de curto, médio e longo prazos, além de interações sociais – sim, esse papo de antissocial é jurássico – e muito aprendizado com aquilo que vemos na ficção e relacionamos com a realidade.

Essa foi uma das bandeiras levantadas pela psicóloga esportiva Ariane Melo, especializada em neurociência dos games e eSports, durante o GBIZ, evento que abordou diversos assuntos relacionados ao tema em uma série de palestras, incluindo o acompanhamento psicológico que os ciberatletas precisam receber. O TecMundo Games compareceu à ocasião para tomar algumas anotações, e o raio-x do nosso cérebro chamou a atenção.

Sempre há um puzzle pra resolver ou alguma situação pra pensar, mesmo em FPS. Aí a gente acaba transportando isso pra vida real

“É uma atividade lúdica, portanto, divertida. É uma forma de aprender sem saber que você está aprendendo. Sempre há um puzzle pra resolver ou alguma situação pra pensar, mesmo em FPS. Aí a gente acaba transportando isso pra vida real. (…) Gamers costumam estar à frente de outras pessoas pra diversos raciocínios”, explicou a terapeuta.

Vantagens não faltam

Em sua apresentação, Ariane diz que se baseou em números recentes coletados por diversas entidades e acessados por psicólogos do mundo inteiro – uma vez que os games, naturalmente, estão cada vez mais espalhados pelo planeta e hoje constituem o maior volume no mercado de entretenimento.

E vantagens não faltam, como ilustra a imagem acima: reforço da conexão das células cerebrais, memória potencializada, estímulo da atenção e da concentração, coordenação motora, visão periférica e criatividade são apenas alguns dos “atributos" – pense que somos todos personagens de um RPG gigante, o da vida – beneficiados pelos games.

Ao contrário do que dizem ou pensam, os jogadores podem ser mais sociáveis do que outras pessoas

Atualmente, “há um console na casa de quase toda família” e os games compõem o núcleo do mercado de entretenimento eletrônico. “É o gigante do entretenimento. Eu mesma conheci meu marido jogando”, revelou. “Ao contrário do que dizem ou pensam, os jogadores podem ser mais sociáveis do que outras pessoas”, afirmou.

Curioso para saber que áreas do cérebro trabalham durante a jogatina?

O que acontece enquanto jogamos? Um monte de coisas, basicamente. E ao mesmo tempo. Jogos que envolvem uso da memória – Bloodborne e Dark Souls são perfeitos para isso, uma vez que mapeamos os ambientes, já que não há um mapa – potencializam nossa capacidade de lembrar.

Lobo frontal e regiões do córtex trabalham a todo vapor enquanto a dopamina é liberada. Basicamente, trata-se de um neurotransmissor responsável por vários papéis importantes no cérebro e no corpo, incluindo foco, motivação e produtividade.

Quer turbinar tudo isso aí? Jogue. Vida longa a essa rotina maravilhosa – e que época para ser gamer! Quantas horas você joga por dia? Conta aí pra gente aqui nos comentários.

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