Voxel

Jogos bióticos: cientistas incorporam microrganismos aos games

Último Vídeo

Alguns jogos estão se tornando cada vez mais “orgânicos”, literalmente! De acordo com o site Mashable, existem ao redor do mundo cientistas malucos que estão combinando em seus laboratórios microrganismos e games para criar títulos... vivos. Caso você nunca tenha ouvido falar sobre essa maluquice, saiba que um desses jogos inclusive já foi desenvolvido!

Chamado Ciliaball, o título foi criado por um pesquisador da Universidade Stanford, nos EUA, e consiste em uma espécie de jogo de futebol entre duas equipes de microrganismos compostas por paramécias. O objetivo do game é fazer com que as criaturas “chutem” uma bola virtual de um lado a outro do campo, e para que façam isso, os jogadores — sádicos — devem aplicar descargas elétricas no fluido no qual as bichinhas se encontram. Confira no vídeo abaixo:

Você pode ativar as legendas em português no menu do vídeo.

Diversão x ética

Depois da descarga, as paramécias nadam para longe de onde partiu o choque, e acertam a bola virtual enquanto fogem. Segundo o “desenvolvedor”, o bioengenheiro Ingmar Riedel-Kruse, o jogo biótico pode ser encarado como uma ferramenta educacional, e pode servir para despertar o interesse de crianças com relação a temas científicos. Contudo, até onde controlar organismos vivos dessa forma — e incentivar os mais jovens a fazer isso — é ético?

Riedel-Kruse se defende alegando que as pessoas matam milhares de microrganismos todos os dias com o uso de desinfetantes e produtos do tipo, e que ele segue os padrões éticos estabelecidos pela instituição à qual o seu laboratório pertence. Entretanto, aproximadamente 10% das pessoas que conhecem os seus experimentos se perguntam sobre as implicações éticas dos joguinhos. E você, leitor, o que acha de tudo isso?

Via Megacurioso

Você sabia que o Voxel está no Facebook, Instagram e Twitter? Siga-nos por lá.