“Jogos como Destiny são difíceis de avaliar”, afirma diretor da Bungie

“Jogos como Destiny são difíceis de avaliar”, afirma diretor da Bungie

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Embora possua um modo campanha razoavelmente extenso e um número relativamente limitado de modalidades multiplayer, Destiny dificilmente poderia ser considerado um jogo “rematado”. Afinal, os desafios extras e toda sorte de variação que pode aparecer na sua faceta mais “social” acaba por fazer do título da Bungie quase um MMO. E isso, de acordo com a própria desenvolvedora, acaba inviabilizando o estilo clássico de análise de jogos.

Em entrevista ao site Games Industry, o diretor executivo do game, Pete Parsons, utiliza também esse ponto para justificar as notas relativamente ambíguas dos analistas internet afora — contrapondo os valores a atenção em massa que o game tem recebido nas últimas semanas, sobretudo por conta de seus modos multijogador.

“É uma desafio impossível!”

Não obstante, ele mira na capacidade de análise também de outros jogos igualmente complexos. “Ao considerar os títulos como Destiny que agora são lançados, percebe-se que seria difícil sentar por nove ou por 11 horas e, em seguida, escrever uma análise, certo?”, jogou Parsons ao referido veículo — sem se preocupar em ocultar uma ponta de rancor, por conta da recepção geral de Destiny.

Ele continua: “Caso eu fosse um avaliador, isso [avaliar jogos como Destiny] me pareceria um desafio quase impossível, simplesmente porque não há como”. Para Parsons, uma dúzia de horas seria suficiente para apenas “experimentar um pouco da campanha e também algo do modo PvP [jogador contra jogador]” e “de forma alguma você conseguiria adentrar todas as atividades do jogo na íntagra”.

Por fim, ele deixa a questão: “Como jogos no estilo de Destiny serão avaliados no futuro?”. Parsons também destila um pouco mais de rancor ao afirmar que muitas das pessoas inicialmente “céticas” em relação ao novo título da Bungie “estão jogando até agora”.

Parsons garante, ainda que a Bungie jamais deu por concluído o seu novo projeto. “Nós não tiramos folga, e isso tudo é parte da barganha”, disse ele ao referido veículo. “Nós sabíamos com o que havíamos nos comprometido, de forma que, em nenhum momento, há menos do que algumas dúzias de pessoas gerenciando o universo do jogo.”

Uma tendência?

A questão certamente é relevante, vale dizer. Ademais, não apenas a Bungie a tem considerado. Vale lembrar que a Ubisoft, por exemplo, se recusou a enviar cópias de The Crew para análise a veículos especializados — título que, de fato, se aproxima ainda mais de um MMO. Em vez disso, a desenvolvedora optou por liberar uma versão Beta aberta, de tal forma que cada um possa experimentar livremente, a fim de poder decidir com mais propriedade.

No que se refere a Destiny, entretanto, nossa análise “à moda antiga” certamente apontou algumas falhas — algumas leves e outras um tanto severas para um título de semelhante magnitude. “Raso, repetitivo e assombrosamente viciante. Destiny oferece muita diversão em seus vários modos multiplayer, mas não é nenhuma experiência definitiva”, nós dissemos em nossa análise (clique aqui para conferir o texto na íntegra).

A "Escuridão Subterrânea" em breve

Ademais, o game deve ganhar em breve o DLC “A Escuridão Subterrânea” (The Dark Below), o qual deve trazer novas missões para o modo história, além de mapas PvP (jogador contra jogador) inéditos e duas missões cooperativas Strike — a menos que você possua a versão para o Xbox One, que, no caso, deve receber apenas uma, em razão de certo acordo de exclusividade. O conteúdo extra deve ser lançado no dia 9 de dezembro pela bagatela de US$ 19,99. Enfim, basta aguardar o aparecimento de Eris na Torre.

Destiny é o mais recente projeto da desenvolvedora Bungie, tornada célebre pela franquia Halo. Em uma realidade pós-apocalíptica, o game oferece diversos modos competitivos e colaborativos — além de várias possibilidades de personalização.

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