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“Jogos free-to-play precisam ser projetados dessa forma desde o início”, afirma Molyneux

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Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons

A ideia de coletar moedas por novas fatias de jogo ou itens exclusivos lhe parece ofensivo? Ou, quem sabe, não pareça correto que aquele seu MMO favorito tenha subitamente vislumbrado vantagens econômicas em adotar as famigeradas microtransações... Quem sabe? Fato é que, se esse é o seu caso, então você está no mesmo barco que Peter Molyneux.

Embora não tenha propriamente desdenhado o free-to-play, o criador da série Fable foi categórico: um jogo que pretenda adotar o formato deve incluí-lo logo no início do projeto — em vez de alterar o modelo comercial vários meses após o lançamento. Talvez uma analogia ajude a esclarecer a questão.

"O free-to-play se parece com uma série de TV"

“Pode-se enxergar os jogos para consoles como equivalentes a filmes — em que você vai para o cinema, assiste, consome, e está feito. É dessa forma que eu enxergo esses jogos”, disse Molyneux em entrevista ao jornal The Guardian. “Eu acho que jogos free-to-play se parecem mais com séries para TV. Você as assiste por meia hora ou por 40 minutos, espera determinado tempo, e então assiste a outra. Isso se parece muito mais com o free-to-play.”

Para o designer, modificar o formato posteriormente acaba por “amontoar” as coisas. “Não se pode introduzi as mecânicas free-to-play a um título seis meses após o seu lançamento. Isso precisa ser parte do design.” Por fim, Molyneux também critica os desenvolvedores qua adotam o format apenas para “espremer mais algum dinheiro dos consumidores” — referindo-se, especificamente, aos modelos baseados em microtransações.

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