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Um dos jogos mais sangrentos da série, AC Unity ganha vídeo da história

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A Ubisoft revelou recentemente um novo vídeo sobre seu aguardado título da série dos assassinos encapuzados para a geração mais recente de consoles e computadores. No novo trailer, vemos um pouco mais da história de Assassin’s Creed Unity, um enrede de redenção do protagonista Arno, que deve se decidir entre vingar seu pai assassino morto, ajudar sua paixão de infância que se tornou uma guerreira templária ou seguir seu próprio caminho.

Tudo isso em meio ao caldeirão de revolta e sangue que é a Paris da época da Revolução Francesa, com sua atmosfera carregada de tensões à flor da pele, violência explícita, pobreza que gera revolta contra as autoridades e toda a beleza dos monumentos históricos da cidade. Os jogadores não somente estarão em meio a essa instabilidade constante, mas poderão tirar vantagem dela.

Atirar algumas bombas de fumaça em meio a uma multidão, por exemplo, fará com que alguns dos envolvidos se voltem contra os guardas mais próximos, o que pode ser usado como uma distração para Arno e seus companheiros. Participar de um combate entre civis armados e soldados fornecerá aliados temporários entre os rebeldes assim que as autoridades tenham sido eliminadas.

Para veteranos e novatos

Unity faz uso de seu envolvente contexto, da cidade que a Ubisoft afirma manter a mesma escala no jogo que tinha no mundo real naquela época e do fato de se tratar em um momento inédito na franquia para se tornar um excelente ponto de entrada para quem nunca jogou um Assassin’s Creed antes. Tudo isso é reforçado pelas grandes mudanças na jogabilidade do título, como o novo sistema de parkour e o aumento da dificuldade das batalhas, por exemplo.

Embora os novatos certamente percam um pouco por não terem a vivência com os episódios anteriores da série, eles também não terão de encarar a dificuldade de adaptação que deve acometer os assassinos veteranos. No passado, era possível repetir um movimento defensivo constantemente para eliminar grandes grupos de inimigos. Agora, os oponentes estão mais habilidosos e possuem armamentos e armaduras mais eficientes.

Além disso, a inteligência artificial presta atenção aos seus movimentos e táticas, flanqueando e bloqueando seus ataques. Caso um jogador use certa ação três vezes em pouco tempo, por exemplo, ela deixará de dar resultado até que eles passem a usar mais bloqueios e contra-ataques. E caso você acabe cercado por três ou mais oponentes, a melhor opção é simplesmente fugir.

Sangue, muito sangue

Envolvendo tanto os jogadores novos quanto os fãs de longa data da franquia, a Paris de Assassin’s Creed Unity consegue misturar a beleza de seus monumentos com uma das experiências mais sangrentas da série. Mas antes de entrar em mais detalhes, vale ressaltar que os parágrafos a seguir contém leves spoilers – caso não queira lê-los, pule para o próximo tópico do texto.

Um dos exemplos mais fortes da sanguinolência de Unity é o momento em que Arno conhece o famoso Marquês de Sade. Enquanto o aristocrata faz um longo monólogo sobre o triste estado da cidade pré-revolucionária, o jogador pode ver dois brutamontes prenderem um torniquete de metal na perna de um pedinte e, então, amputam-na com uma serra dentada.

Nos momentos em que o marquês pontua seu discurso podemos ouvir o som da ferramenta destroçando a canela do mendigo, misturado aos seus gritos histéricos, até que ele desmaie. “Pedintes pernetas ganham mais dinheiro”, diz ironicamente o aristocrata. A situação sangrenta é então agravada pelo fato de que você deve seguir o rastro de sangue da perna decepada para encontrar os valentões antes que cheguem à sua próxima vítima.

Grandiosa por dentro e fora

Por mais real que a tensa Paris pareça ser, no entanto, a equipe de arte de Assassin’s Creed Unity parece ter escolhido trilhar sobre a fina linha que separa o fotorrealismo da estilização, buscando passar uma noção de emoção que um mundo rígido e frio não teria. Estudando pinturas da era e imitando o estilo de filmes como Sherlock Holmes, a equipe trabalhou com historiadores para recriar os grandes monumentos e ambientes com seu próprio toque pessoal.

Eles tinham, então, três objetivos em mente: fazer uma Paris monumental, contar com distritos e temas diversificados pela cidade e ter áreas internas e subterrâneas ao mesmo tempo acessíveis e substanciais. Dessa forma, ainda que as variações temáticas entre as oito partes da cidade as diferenciem, seu posicionamento no contexto da cidade também vai separá-las, com as áreas nobres sendo mais ordenadas e os distritos pobres mais desorganizados.

Ainda assim, o mundo externo do jogo é só uma fração do espaço em que será possível jogar. Segundo o designer de mundo Nick Guérin, os interiores de Unity são pelo menos três vezes maiores que a superfície. Como a Ubisoft acredita que o povo parisiense e suas histórias ajudará bastante na criação de uma cidade crível, os jogadores terão a chance de acompanhar suas vidas dentro das próprias casas.

Esperando o futuro

Resta então saber o que será feito da trama do tempo presente no jogo, envolvendo os desdobramentos do que ocorre nos títulos anteriores da série e todas as intrigas em que a ordem dos Assassinos e a corporação Abstergo dos templários estão envolvidas. No entanto, a Ubisoft vem, como sempre, mantendo o máximo de sigilo sobre esse aspecto do novo Assassin’s Creed.

Por enquanto, a impressão que fica de Unity é que ele busca inovar em aspectos que seus antecessores pecaram, ao mesmo tempo em que traz uma retomada do espírito que tanto nos interessou nas aventuras iniciais de Altair e Ezio. A história acompanhará a jornada de Arno Dorian de aprendiz a mestre assassino, ao mesmo tempo em que nos apresentará o mundo mais consistente já visto na franquia.

Se as promessas da Ubisoft se mostrarem reais, teremos uma Paris enorme, cheia de missões, tarefas opcionais, itens colecionáveis, parisienses revoltosos e cheios de vida própria, beleza, grandeza e muito, muito sangue. Resta aos fãs esperar para conferir se o que vem sendo dito faz jus à obra final, embora seja garantido que Assassin’s Creed Unity é a aposta mais ambiciosa feita na série até agora.

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