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John, the Zombie é um jogos indie da BGS que mostra criatividade brasileira

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A área indie da Brasil Game Show estava lotada dos mais variados games: alguns 3D, outros 2D; nacionais e internacionais; jogos no começo do desenvolvimento e outros quase na versão final. Entre todas as maluquices e obras que estavam por lá, uma das que se destacaram foi John, the Zombie, um game 100% brasileiro e feito por uma equipe de apenas duas pessoas.

A proposta do jogo é trazer um mundo aberto em 3D com muita zoeira e diversão, combinando a temática zumbi à mistura. Porém, como os próprios produtores nos contaram, a ideia não é criar um GTA 6 (até porque, seria impossível), mas sim um título de exploração à la Goat Simulator.

John, the Zombie

Um jogo de zumbi diferente

Segundo um dos produtores, o gênero de zumbi está bem saturado. A ideia de John, the Zombie é diferente justamente para se destacar: em vez de sobreviver no apocalipse zumbi, você deve sobreviver como o próprio zumbi. John se tornou um morto-vivo e manteve a consciência, mas perdeu diversas de suas habilidades – algo que o atrapalha a buscar a cura.

Aí que vem a contradição que cria o caos da jogatina: para encontrar o antídoto e voltar a ser humano, John precisa ter habilidades; mas para conquistar esses poderes (como andar de carro, de bicicleta e afins), ele precisa comer cérebros das pessoas. Porém, atacar outros humanos também cria alertas e faz com que a população se arme contra os zumbis que você está criando.

Tudo isso é jogado em um clima bem descontraído, com bastante liberdade de fazer bastante coisa no mundo aberto 3D – que, por sinal, está com um bom acabamento e com poucos bugs na demonstração que foi levada até a BGS.

Um pouco mais robusto do que aparenta

Apesar de parecer bem “livre” e fazer o que quiser na cidade, John, the Zombie é um pouco mais robusto do que parece ser em um primeiro momento, justamente por ter Goat Simulator como uma de suas inspirações. Há diversas sidequests que servem tanto para ajudar a aumentar o leque de habilidades quanto para trazer mais conteúdo, e missões principais que evoluem a trama.

Há várias sidequests e habilidades para desbloquear em um mundo aberto 3D

A grande sacada do balanço de dificuldade é que, quanto mais você evolui (ou seja, come cérebros), mais forte você fica e mais bem preparada a população se torna, pois a sua onda de ataques aumenta. Além disso, há bastante capricho na jogabilidade dos carros e outros elementos, algo que surpreendeu bastante.

Graficamente caprichado

John, the Zombie é um jogo indie 3D com um escopo relativamente grande, mas a equipe mandou bem na parte visual. Não há nada revolucionário ou incrível, mas para um time de apenas duas pessoas, há uma qualidade bem interessante.

Algumas animações ainda têm bugs na câmera, outras precisam ser refinadas e há trabalho a ser feito ainda. Contudo, o ponto principal é que o game está em um estágio de desenvolvimento bem jogável e interessante. Se levarmos em conta as dificuldades de se produzir um título no Brasil e a quantidade de pessoas (apenas duas pessoas), o trabalho está bem acima da média.

Sem dúvidas, John, the Zombie é um daqueles projetos que mostram que a indústria brasileira de desenvolvimento de games está aumentando e pode sim trabalhar em jogos com escopo maior, que fogem do padrão 2D mais simples – nada contra eles, só para deixar claro. De acordo com os desenvolvedores, o game está previsto para chegar ano que vem no PC.

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