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Ken Levine defende a violência nos jogos como parte da narrativa

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Em entrevista ao programa de rádio On Point, o criador de Bioshock Infinite, Ken Levine, foi convidado a falar sobre o desenvolvimento do jogo e a indústria de games em geral. Como o título se trata de um FPS, não demorou muito para o apresentador Tom Ashbrook trazer à tona um incidente polêmico recente, no qual alguém matou com tiros 20 crianças e seis adultos. Levine defendeu os jogos, dizendo que eles seriam uma maneira de se defender contra a violência.

Ao relembrar a sua infância, Ken Levine disse que ele era um nerd sem muito trato social, então tendia a ser excluído das rodinhas dos colegas. O que o defendeu dessa realidade triste foi conhecer o RPG de mesa Dungeons & Dragons, o qual na época fez muitas crianças se matarem e sumirem ao explorar cavernas. Porém, segundo ele, o mesmo aconteceu com histórias em quadrinhos e com rock and roll, isto é, não é culpa dos jogos.

Dessa forma, ele afirma que a violência nos jogos é uma das ferramentas de quem cria a história, podendo ser uma parte fundamental da narrativa. Ele ainda diz que ela é usada como recurso desde o alvorecer das narrativas, o que é verdade se você considerar que os primeiros registros escritos de literatura são os poemas épicos de Homero, a "Ilíada" e a "Odisseia" – o primeiro mostra descrições sangrentas de batalhas, por exemplo.

Para ouvir a entrevista na íntegra (em inglês), clique aqui.

Fonte: NPR

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