E se o Kickstarter falhar? Conheça Holobunnies, jogo brasileiro e canadense

E se o Kickstarter falhar? Conheça Holobunnies, jogo brasileiro e canadense

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É difícil não cair de amores por Holobunnies logo de cara: coelhos com jetpacks, uma pixel art adorável, ação frenética e um constante tom de surrealismo na aventura 2D. O projeto é encabeçado por quatro partes.

Roméo Labonte e Claude Jr., da Q-Bit, desenvolvedora canadense que possui alguns títulos amadores em seu currículo, cuidam da parte de desenvolvimento em si, como a programação, design das fases e os chiptunes que embalam a aventura.

Já para dar o tom charmoso dos coelhinhos malucos, entra em cena o casal brasileiro Luciana Nascimento e Fernando Angelo, da Sleepy Sheepy. A produtora nacional exibe a mesma arte delicada de Holobunnies em seu catálogo, composto, em grande parte, por jogos desenvolvidos para Game Jams que rolam por aqui.

Assim como muitos desenvolvedores indies, a estratégia por trás de Holobunnies recai sobre o Kickstarter. A meta de 15 mil dólares (convertidos para R$ 34 mil da moeda canadense para o real), iniciada no dia 25 de outubro, beirou os 50%, mas acabou falhando.

Com a quantia, o plano era lançar Holobunnies em versões para PC, OSX, Linux e Wii U, com co-op e modo versus.

Próximos passos

Os gastos foram justificados na página do título: 9% seriam taxas para o próprio Kickstarter, 20% para a compra de softwares necessários, 36,6% alocados para a Sleepy Sheepy realizar todas as artes necessárias, 31% destinados para a Q-Bit Games finalizar a programação e 3,3% seriam dedicados aos brindes distribuídos a quem participou do arrecadamento.

Segundo Luciana Nascimento, a maga por trás das ilustrações meigas dos coelhinhos que responde pelo codinome viiolaceus em seu tumblr, sem o adendo do financiamento, o tempo de desenvolvimento quadruplica. Isso significa mais tempo investido sem retorno financeiro — o que, na prática, é só uma maneira bonita de dizer que todos os envolvidos podem acabar passando fome durante o processo de produção ao se dedicar exclusivamente na criação de Holobunnies.

A alternativa apresentada é diminuir o tamanho geral do jogo, limando algumas funcionalidades sem deixar que ele fique perdido em um limbo. Todos os envolvidos na produção, tanto a dupla brasileira quanto os moços da Q-Bit, precisam voltar a trabalhar em seus projetos paralelos já que o financiamento acabou falhando.

Sobre coelhos e jetpacks

Um forte foco em speedrun é o maior atrativo da obra brasileira-canadense, como no caso de indies já reconhecidos por quem frequenta as abas alternativas do Steam, como Dustforce, Cave Story, Tobe’s Vertical Adventure ou o recente Super Time Force.

Sem delongas, o objetivo dos jogadores é entrar na pele dos personagens desenhados pelo duo brasileiro. Acompanhados de nome e classe especial, os protagonistas da história se diferem em cores e habilidades.

Há Danielle, que é uma bruxinha que rouba a vida dos oponentes; Leenox, um atirador de cenoura com munição poderosa; Mephisto, que utiliza estrelas ninjas feitas de carambolas e anda mais rápido que o normal; Romeo, equipado com uma guitarra e defesa mais alta; e, por fim, Nate, que na verdade é um macaco que usa bananas e escala paredes.

Os jetpacks utilizados pelos personagens (menos por Nate, que dispensa o uso do equipamento por sua habilidade de se esgueirar pelo cenário) compõem grande parte das mecânicas. O enredo se passa na cavernosa Pandemonium, com seis ambientações diferentes que exigem um tanto de agilidade no comando dos coelhos e mais um tanto de curiosidade para coletar todas as cenouras douradas — versão de Holobunnies para as estrelas espalhadas pelo cenário dos Super Mario Bros.

Uma versão de demonstração do jogo foi disponibilizada pelos produtores e pode ser baixada aqui.

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