Mario + Rabbids Kingdom Battle é junção de ideias estranhas que deram certo

Mario + Rabbids Kingdom Battle é junção de ideias estranhas que deram certo

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Quando vazaram na internet as primeiras informações de Mario + Rabbids: Kingdom Battle, confesso que me juntei ao coro de quem não acreditava no futuro do projeto. Agora que tive a oportunidade de não somente ver, mas também testar o resultado final, devo admitir: estou muito ansioso pela data de lançamento.

Grande parte disso se deve ao fato de que a experiência me lembrou muito de XCOM: Enemy Unknown, um de meus games favoritos dos últimos anos. Tal qual o título da Firaxis, o novo projeto da Ubisoft tem como essência uma série de combates táticos nos quais é preciso ficar atento a qualquer movimento para não ser derrotado.

A diferença é que Kingdom Battle é um jogo um pouco mais acessível para o público que não é exatamente ¨hardcore¨, perdoando mais os erros de cáculo do jogador. No entanto, isso não quer dizer que ele é fácil: se deixar ser cercado por oponentes ou entrar em uma batalha sem a devida preparação pode fazer com que você seja derrotado em questão de poucos segundos.

A loucura invade o reino dos cogumelos

Em Kingdom Battle, um desastre faz com que os Rabbids invadam o Reino dos Cogumelos e comecem a causar o caos por lá. Enquanto algumas das criaturas se unem a Mario e a seus amigos, outras decidem seguir um caminho mais agressivo - cabe ao jogador acabar com essas atividades reprováveis e fechar o portal dimensional que uniu esses dois mundos bastante distintos.

Com um visual digno dos melhores jogos do encanador, Mario & Rabbids soube combinar muito bem as duas franquias. Os gráficos estilizados optam por cores vibrantes e cenários bem desenhados para atrair a atenção do jogador, resultando em uma experiência que funciona tanto no modo portátil quanto em uma tela grande.

O que me preocupa mais sobre o game é o humor característico aos Rabbids. Enquanto as tiradas dos coelhos são engraçadas em boa parte do tempo, temo que a repetição constante de temas possa fazer com que o jogo se torne cansativo depois de certo tempo: o breve período que passei com ele foi suficiente para eu nunca mais querer ver o rabbid que se veste de Peach tirando uma selfie em um momento inapropriado.

Estratégia acessível

O sistema de combate lembra muito os XCOM lançados em anos recentes. Você tem um limite para os movimentos de cada personagem, podendo realizar uma série de ataques depois (ou antes) de isso acontecer. É preciso levar em consideração os obstáculos que estão em seu caminho, já que eles são essenciais para protegê-lo dos projéteis adversários. Para facilitar seus movimentos, você pode usar membros de seu grupo como plataformas que o jogarão para mais longe.

O sistema de combate lembra muito os XCOM lançados em anos recentes

As mesmas regras valem para seus oponentes, que podem se aproveitar de elementos do cenário - como barris inflamáveis - para causar danos e efeitos devastadores. A inteligência artificial é equilibrada, não dando espaço para erros bobos mas não difícil o suficiente para que a aventura se torne insuportável.

Uma união muito boa de universos

O maior acerto da Ubisoft com Kingom Battle foi não ter feito um jogo de plataforma ou uma reunião de pequenos desafios voltado para a família. Da mesma forma, a companhia evita entrar no território da série Mario & Luigi, oferecendo uma experiência tática intrigante o suficiente para atrair até mesmo o jogador mais hardcore.

Ter a oportunidade de finalmente jogar o game comprovou o que a empresa prometeu em sua conferÊncia: essa parceira entre a desenvolvedora francesa e a Nintendo tem tudo para ser bastante marcar. Com Kingdom Battle, o Switch fortalece ainda mais seu catálogo e tem tudo para finalizar 2017 com uma biblioteca de jogos exclusivos respeitável.

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