Lançamento de Dreams é apenas o começo de uma longa jornada

Lançamento de Dreams é apenas o começo de uma longa jornada

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Dreams, o projeto ambicioso da Media Molecule (LittleBigPlanet), elevou o conceito de criar e compartilhar fases a um novo patamar. Lançado em 14 de fevereiro, o exclusivo de PlayStation 4 já rendeu jogos originais, recriações de títulos conhecidos e até ofertas de emprego aos criadores mais populares da comunidade. Trata-se de uma vitrine de novos talentos. 

Em nossa análise, Dreams abocanhou mais uma nota 90 para sua coleção ostentadora e foi rotulado como um dos criadores mais completos da atualidade, além de oferecer uma biblioteca ilimitada de games e produções audiovisuais dos mais variados gêneros. 

Embora tenha tido uma recepção que superou as expectativas do mercado, o caminho percorrido pela Media Molecule, responsável por franquias consolidadas da marca PlayStation, foi árduo. Em desenvolvimento por, pasmem, mais de oito anos, Dreams começou como um projeto paralelo do estúdio durante o processo de desenvolvimento de Tearaway. 

A equipe completa passou a se dedicar integralmente depois do lançamento de Tearaway Unfolded, em 2015, um título que esbanjou o espírito criativo do estúdio britânico e antecipou ao público alguns dos conceitos de Dreams. É interessante fazer esse retrospecto porque a Media Molecule cumpriu sua promessa de conceber uma das melhores experiências de criação da história dos games. Então, se parar pra pensar, oito anos nem é tanto tempo assim. 

Em conversa ao Voxel, a gerente de comunicação da Media Molecule, Abbie Heppe, afirma que “o grande desafio foi desenvolver ferramentas de criação e, ao mesmo tempo, utilizá-las para criar seus próprios conteúdos, sendo que as coisas mudam constantemente”. E Dreams, de fato, é uma experiência mutável, um criador flexível que evolui à medida que novas ferramentas são implementadas para que os jogadores possam dar asas à imaginação. 

Depois de, enfim, chegar às lojas, você deve estar se perguntando qual o próximo passo, o que será que vem por aí. Bem, é sabido que o estúdio pretende apostar no longo prazo, e a etapa posterior é o suporte à realidade virtual. Por meio de uma nova atualização, ainda sem data cravada, os usuários poderão criar projetos mais imersivos, compatíveis do início ao fim com o PlayStation VR. 

“Há uma lista interminável de recursos a serem abastecidos em Dreams, o plano é disponibilizar conteúdos, kits de criação, novos modelos e por aí vai. O lançamento do jogo é apenas o começo de uma grande jornada”, enfatiza Heppe. Inclusive, existe a intenção de trazer histórias inéditas à comunidade, nos moldes de “O Sonho de Art”, o modo campanha que destilou a versatilidade tecnológica do título. 

O suporte contínuo da produtora britânica é demonstrado por meio de transmissões na Twitch, todas às quintas-feiras, às 14:00 (horário de Brasília), em que membros da equipe detalham novos recursos e compilam as melhores criações da semana, uma ação intitulada de Mm Picks. As criações escolhidas a dedo ficam disponíveis na aba de projetos, dentro do game, para que todos os usuários estejam aptos a se aventurar por lá. 

Questionada sobre a chegada de Dreams a outras plataformas, Abbie foi breve ao dizer que o momento é do PlayStation 4, embora Dreams já seja capaz de rodar no PlayStation 5. A julgar pelo andar da carruagem, esse é apenas o começo de uma longa e promissora jornada.

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