Match Point: DotA vs. League of Legends, existe um melhor?
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Match Point: DotA vs. League of Legends, existe um melhor?

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Você entrou nesta página e não seguiu direto para os comentários. Nossa! Eu já te considero um campeão de respeito para meu time. E falo isso sem ironia. Ou um herói de incansáveis brigas dentro de arenas e fóruns, mas aí depende do seu MOBA favorito. O que realmente importa aqui é que você, ao invés de preferir o campo de batalha lá de baixo, deu uma chance para entender melhor porque alguns consideram difícil responder a clássica pergunta dos amigos: “qual é melhor, DotA 2 ou League of Legends?”

Responder a isso é como seguir pelo mesmo perigo das comparações que muitos adoram travar em nossas análises. Dois numerais e dúzias de argumentos representam suas escolhas. Suas preferências. Suas opiniões. Mas, nos games online de hoje, este tipo de posicionamento traz um perigo incessante. Atualizações chegam semanalmente para melhorar os jogos — e isso é algo incansável em MOBAs.

O League of Legends de quatro anos atrás não é o mesmo de hoje, por exemplo. E eu já não posso dizer o mesmo de DotA 2.

Ambos os jogos se desenvolvem de formas diferentes para os jogadores. Uns gostam da pura e simples competição. Querem vencer a qualquer custo. Reclamam da “build” do companheiro porque aquela não é a mais efetiva, e apontam mil e uma referências do cenário competitivo para justificar aquilo. Outros não querem nem saber disso e só entram para se divertir. Só querem dar boas risadas com os amigos.

League of Legends e DotA 2 apresentam pontos negativos e positivos em aspectos distintos dentro de um gênero que é difícil de avaliar. Comparar os dois é quase loucura. Eu realmente não sei como vocês encontram vencedores nessa disputa com tanta facilidade.

Só pra começar, assistir uma partida entre ambos é completamente diferente do que propriamente jogá-los. Uma partida estratégica de League of Legends tem tantos níveis de competição que pode ser elevada à um xadrez virtual. Definir e mover cada uma das peças é um trabalho de puro cuidado. Mas o metagame cristalizado em funções e rotas pré-definidas sempre prejudicou o desenvolvimento do jogo.

Você sabe que tal jogador escolheu determinado campeão para ser um guerreiro no topo. E você também sabe que, até os 15 minutos, a única ameaça a ele provavelmente será uma invasão do caçador. A partida se desenvolve lentamente com isso. E, nos únicos momentos de tensão, vencer uma briga geralmente traz uma vantagem tão grande que impossibilita viradas drásticas. Basta olhar o índice de “comebacks” com desvantagem de ouro no CBLoL 2015 — é algo difícil de acontecer.

Não vou negar que o efeito “snowball” está isento do DotA 2. Acontece. E muito. Mas há uma dinâmica diferente para posicionar e mexer as peças do seu xadrez. Os suportes andam pelo mapa desde os primeiros minutos. O herói no “mid” é incentivado a sair de sua “lane” a cada dois minutos. E tudo isso causa emoções mais frequentes. Os doteiros sabem disso.

Em outra postagem aqui no Match Point eu admiti que, com a nova temporada, muitas coisas novas podem mudar para o MOBA da Riot Games e atrair mais de criatividade para as partidas profissionais de League of Legends. Elas precisavam disso. Dos 126 personagens, apenas 74 deles apareceram em um mês de campeonato mundial. E isso nem mostra a quantia de aparições únicas de alguns campeões.

Se o DotA 2 conquistou alguns pontinhos em meio a tudo isso, tudo pode ser ignorado se o cenário nacional não é incentivado da forma certa. E é exatamente o que acontece aqui no Brasil. Ou vai me dizer que a Valve mostrou, por aqui, o mesmo interesse no desenvolvimento das competições assim como a Riot Games?

O ponto de toda essa coluna de hoje é que, se você escolher se aventurar em algum desses jogos mediante o seu perfil, vai encontrar suas próprias vantagens e desvantagens.

Entusiastas dos eSports encontram no League of Legends a oportunidade dos games como profissões, muito embora a própria plataforma peque em não trazer o suporte necessário para isso. Afinal, onde estão os replays, Riot?

Nesse mesmo aspecto competitivo, fãs da estratégia se aventuram nas profundezas abissais de DotA 2 e encontram lá manobras dinâmicas e jogadas empolgantes, além de uma plataforma completa para os torneios. Muito embora isso seja um dos únicos estímulos para os jogadores brasileiros continuarem competindo frente aos raros torneios.

Cada um dos lados tem suas considerações. Eu levei mais de cinco mil caracteres para traçar um comparativo entre os dois que basicamente leva ao empate no âmbito das competições e da febre dos eSports. O jeito é encontrar o seu lado favorito e ser feliz. Essa é a lei da vida, dos games e da seção dos comentários.

O Match Point é um espaço no TecMundo Games dedicado para discutir o eSport e os games competitivos diariamente, trazendo estratégias, curiosidades, campeonatos e jogadas inesquecíveis dos mais diversos títulos.

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